terça-feira, 31 de julho de 2012

Exú Mirim





Considerações sobre Exu-Mirim 


Na religião de Umbanda existe uma linha muito pouco comentada e compreendida, sendo por isso mesmo muitas vezes deixada "de lado" dentro dos centros e terreiros. É a linha de Exu Mirim.

Tabu dentro da religião, muitos poucos trabalham com essas entidades tão controvertidas e misteriosas, chegando ao ponto de, em muitos lugares, duvidar - se muito da existência deles.

Na verdade, Exu Mirim é mais uma linha de esquerda dentro do ritual de Umbanda, trabalhando junto com Exu e Pombagira para a proteção e sustentação dos trabalhos da casa. Não aceitar Exu Mirim é proceder como em casas que não aceita  Exu e Pombagira, mas que a partir do astral e sem que ninguém perceba, recebem a sua proteção. Afinal, "se sem Exu não se faz nada, sem Exu Mirim menos ainda".


Não nos chega dentro da cultura dos Orixás (nagô) um culto a uma divindade ou “Orixá Exu – Mirim”, assim como não nos chega a existência de um “Orixá Pombagira”. Apesar disso, sabemos da existência de um Trono responsável pela força e vigor na Criação (Exu/Mehor Yê), assim como existe uma divindade - trono responsável pelo estímulo em toda a Criação (Pombagira/Mahor Yê). Sendo assim, também existe uma divindade fechada e não revelada, que sustenta a força da linha de Exu – Mirim. Seria o “Orixá Exu – Mirim” responsável por criar meios ou situações para o desenvolvimento do intelecto e o amadurecimento das pessoas (fator complicador). Dessa forma, enquanto Exu vitaliza os sete sentidos da vida e Pombagira estimula – os, Exu – Mirim traz situações e “complicações” para que utilizando o vigor e estimulados possamos vencer essas situações e evoluirmos como espíritos humanos.


Dentro da Umbanda não acessamos nem cultuamos diretamente o Orixá – Mistério Exu, mas sim o ativamos através de sua linha de trabalho formada por espíritos humanos assentados a esquerda dos Orixás. Também assim fazemos com o mistério Exu – Mirim, pois o acessamos através da linha de trabalho Exu – Mirim, formada por "espíritos encantados" ligados a essa divindade regente.

Os Exus Mirins (entidades) apresentam - se como crianças travessas, brincalhonas, espertas e extrovertidas. Não são espíritos humanos, pois nunca encarnaram, são “encantados” vivenciando realidades da vida muito diferentes da nossa.

Apesar de serem bem “agitados”, sua manifestação deve estar sempre dentro do bom - senso, afinal dentro de uma casa de luz, uma verdadeira casa de Umbanda, eles sempre manifestam - se para a prática do bem sobre comando direto dos Exus e Pombagiras guardiões da casa.

Podemos dizer que os Exus e Pombagiras estão para os Exus - Mirins como os Pretos - velhos estão para as crianças da Linha de Cosme e Damião.



Trazem nomes simbólicos análogos aos dos "Exús - adultos", demonstrando seu campo de atuação, energias, forças e Orixás a quem respondem. Assim, temos Exús - Mirins ligados ao Campo Santo: Caveirinha, Covinha, Calunguinha, Porteirinha, ligados ao fogo: Pimentinha, Labareda, Faísca, Malagueta, ligados a água: Lodinho, Ondinha, Prainha, entre muitos e muitos outros, chegando ao ponto de termos Exús - Mirins atuando em cada uma das Sete Linhas de Umbanda.
Quando respeitados, bem direcionados e doutrinados pelos Exus e Pombagiras da casa, tornam – se ótimos trabalhadores, realizando trabalhos magníficos de limpeza astral, cura, quebras de demandas, etc. Utilizam – se de elementos magísticos comuns à linha de esquerda, como a pinga (normalmente misturado ao mel), o cigarro, cigarrilhas e charutos, a vela bicolor vermelha/preta, etc.

Uma força muito grande que Exu – Mirim traz, é a força de “desenrolar” a nossa vida (fator desenrolador), levando todas as nossas complicações pessoais e “enrolações” para bem longe. Também são ótimos para acharem e revelarem trabalhos ou forças "negativas" que estejam atuando contra nós, "desocultando -as" e acabando com essas atuações.

A Umbanda vai além da manifestação de espíritos desencarnados, atuando e interagindo com realidades da vida muitas vezes inacessíveis a espíritos humanos. Exu – Mirim muitas vezes tem acesso a campos e energias que os outros guias espirituais não têm.

Lembrem – se que a Umbanda é a manifestação de “espírito para a caridade” não importando a forma ou o jeito de sua manifestação.

Para aqueles que sentirem – se afim com a força e tiverem respeito, com certeza em Exu – Mirim verão uma linha de trabalho tão forte, interessante e querida como todas as outras.

Ponto Cantado para Exu - Mirim:

Pedra rolou em cima da samambaia

Em cima de Exu-Mirim balança mas não cai (BIS)

Exu-Mirim no morro tá batuqueiro

Batucava noite e dia derrubando feiticeiro (BIS)


sábado, 28 de julho de 2012

Tranca Ruas


EXÚ TRANCA RUAS


É a segunda pessoa de béelzebuth, sendo a sua posição idêntica à do Exú  Marabô, com a mais alta responsabilidade  no Reino dos Exús. A ele está designada a guarda das entradas e de recintos onde se pratica a alta magia. É conhecido, também, nas Umbandas e Candomblés. Em todas as reuniões espirituais, o Exú Tranca Ruas mantém proteção, com a sua guarda de choque, contra os Kiumbas, que procuram deturpar o bom andamento dos trabalhos. Grande parte dos terreiros saúdam esta entidade em primeiro plano ao começarem os trabalhos de Exú, para que o ambiente sinta a sua proteção.
Tranca Ruas é o senhor que é a chave de abrir os nossos caminhos, é o senhor dos caminhos, senhor das encruzilhadas, senhor das madrugadas. É um Exú que traz muito progresso, muita prosperidade para quem o carrega “mas” tem que tratar, tem que cuidar. Ele não aceita ao seu filho aplicar de brincadeira de algazarra, pois ele é um Exu muito sério e inquizilado. Se quizila por qualquer coisa. Foi um grande médico, mas optou por ajudar as pessoas na abertura de caminhos. É um Exúu liberal que pode trabalhar em qualquer cabeça independente de Orixá.
Existem várias entidades que se apresentam como Exús Tranca-Ruas, porém os mais conhecidos são Tranca Ruas das Almas e Tranca Ruas de Embaré.
Seu Tranca Ruas foi um grande médico, um grande advogado, foi general, foi padre, teve uma passagem bonita pela vida e optou por ajudar as pessoas na abertura de caminhos. É um Exú liberal, isto é, pode trabalhar em qualquer cabeça independente de qual seja o Orixá, e com isso é normal ver pessoas, por exemplo, de Obaluaiê trabalhar com Tranca Ruas e não com Exú Caveira. O mito sobre o seu Tranca Ruas é que a última encarnação dele antes de ser Tranca Ruas das Almas, foi como São Camilo de Lélis, e existe essa Igreja no centro da cidade onde os adeptos do seu Tranca Ruas, costumam levar oferendas.







Tata Caveira




EXÚ TATA CAVEIRA

Transmite as ordens. É o Exú provocador do sono da morte, e manipulador das drogas e entorpecentes, os narcóticos, etc. Apresenta-se comumente com uma forma de caveira vestida de preto e trabalha sentado no trono.

Antes de ser uma entidade, Tatá Caveira viveu na terra física, assim como todos nós.
Acreditamos que nasceu em 670 D.C. e viveu até dezembro de 698, no Egito, ou de acordo com a própria entidade, "Na minha terra sagrada, na beira do Grande Rio".
Seu nome era Próculo, de origem Romana, dado em homenagem ao chefe da Guarda Romana naquela época.
Próculo vivia em uma aldeia, fazendo parte de uma família bastante humilde.
Durante toda sua vida, batalhou para crescer e acumular riquezas, principalmente na forma de cabras, camelos e terras.
Naquela época, para ter uma mulher era necessário comprá-la do pai ou responsável, e esta era a motivação que levou Próculo a batalhar tanto pelo crescimento financeiro.
Próculo viveu de fato uma grande paixão por uma moça que fora criada junto com ele desde pequeno, como uma amiga.
Porém, sua cautela o fez acumular muita riqueza, pois não queria correr o risco de ver seu desejo de união recusado pelo pai da moça.
O destino pregou uma peça amarga em Próculo, pois seu irmão de sangue, sabendo da intenção que Próculo tinha com relação à moça, foi peça chave de uma traição muito grave.
Justamente quando Próculo conseguiu adquirir mais da metade da aldeia onde viviam, estando assim seguro que ninguém poderia oferecer maior quantia pela moça, foi apunhalado pelas costas pelo seu próprio irmão, que comprou-a horas antes.
De fato, a moça foi comprada na noite anterior à manhã que Próculo intencionava concretizar seu pedido.
Ao saber do ocorrido, Próculo ficou extremamente magoado com seu irmão, porém o respeitou pelo fato ser sangue do seu sangue.
Seu irmão, apesar de mais velho, era muito invejoso e não possuía nem metade da riqueza que Próculo havia acumulado.
A aldeia de Próculo era rica e próspera, e isto trazia muita inveja a aldeias vizinhas.
Certo dia, uma aldeia próxima, muito maior em habitantes, porém com menos riquezas, por ser afastada do Rio Nilo, começou a ter sua atenção voltada para a aldeia de Próculo.
Uma guerra teve início.
A aldeia de Próculo foi invadida repentinamente e pegou todos os habitantes de surpresa.
Estando em inferioridade numérica, foram todos mortos, restando somente 49 pessoas.
Estes 49 sobreviventes, revoltados, se uniram e partiram para a vingança, invadindo a aldeia inimiga, onde estavam mulheres e crianças.
Muitas pessoas inocentes foram mortas neste ato de raiva e ódio.
No entanto, devido à inferioridade numérica, logo todos foram cercados e capturados.
Próculo, assim como seus companheiros, foi queimado vivo.
No entanto, a dor maior que Próculo sentiu "não foi a do fogo, mas a do coração", pela traição que sofreu do próprio irmão, que agora queimava ao seu lado.
Esta foi a origem dos 49 exus da linha de Caveira, constituída por todos os homens e mulheres que naquele dia desencarnaram. 



Lúcifer



LÚCIFER


Sua Alteza Lúcifer, chefe supremo no Reino dos Exús, o Maioral da  Magia Negra, cujos poderes e forças são obedecidos “in loco” por seus comandados, apresenta-se em três manifestações distintas, assim como a Santíssima Trindade:


a) Pai
b) Filho
c)     Espírito Santo


Na qualidade de Chefe Supremo no Reino dos Exúus, apresenta-se Lúcifer, também, em três entidades distintas, com as quais comanda o poderoso Reino dos Exús.



    a)    Lúcifer
    b)   Béelzebuth
    c)   Aschtaroth


a) Lúcifer

Sendo a entidade máxima do Reino dos Exúus, acha-se com o direito de apresentar-se da maneira que desejar. Sua vestimenta é a mais requintada de todas: uma capa forrada de vermelho. Na cabeça traz dois cornos (chifres), e sua apresentação é a de um nobre cavalheiro. Atende com prazer, quando solicitado, nos diversos trabalhos tanto para o bem quanto para o mal, principalmente para desmanchar seus próprios malefícios. Nas grandes reuniões sociais apresenta-se sempre acompanhado de Madame Pombo Gira Maria Padilha: aprecia bom charuto e as mais finas bebidas.
Tem como auxiliares diretos:

Exú Marabô (Put Satanakia)
Exú  Mangueira (Agalieraps)


b) Béelzebuth

Apresenta-se sob as formas de bezerro ou de bode, sempre de formas monstruosas.
Transmite suas ordens a:

Exú Tranca Ruas (Tarchimache)
Exú Tiriri (Fleruty)
     

c) Aschtaroth

Sua apresentação é a de um perfeito cidadão. Domina os caminhos cruzados, motivo pelo qual o conhecem pó Exu Rei das Sete Encruzilhadas, comandante em chefe da mais poderosa linha de Exúus, grandemente invocado pelos quimbandeiros para a prática de malefícios.
Exú das Sete Encruzilhadas – Exú Rei
Tem como auxiliares:

Exú Veludo (Sagathana)
Exú dos Rios (Nesbiros)


 Os Seis Exús principais (auxiliares diretos), transmitem suas ordens a dois outros Exus que são Exú Calunga (Syrach) e Exú Omulu (Omulu Rei).
Faz parte ainda desse Alto Comando, a representante feminina: Exú Pombo Gira (Kiepoth) – A Senhora dos Sete Exús.


sexta-feira, 27 de julho de 2012

Exú Marabô



HISTÓRIA DO EXÚ MARABÔ



O reino estava desolado pela súbita doença que acometera a rainha. Dia após dia, a soberana definhava sobre a cama e nada mais parecia haver que pudesse ser feito para restituir-lhe a saúde. O rei, totalmente apaixonado pela mulher, já tentara de tudo, gastara vultosas somas pagando longas viagens para os médicos dos recantos mais longínquos e nenhum deles fora capaz sequer de descobrir qual era a enfermidade que roubava a vida da jovem. Um dia, sentado cabisbaixo na sala do trono, foi informado que havia um negro querendo falar com ele sobre a doença fatídica que rondava o palácio. Apesar de totalmente incrédulo quanto a novidades sobre o caso pediu que o trouxessem à sua presença. Ficou impressionado com o porte do homem que se apresentou. Negro, muito alto e forte, vestia trajes nada apropriados para uma audiência real, apenas uma espécie de toalha negra envolta nos quadris e um colar de ossos de animais ao pescoço. - Meu nome é Perostino majestade. E sei qual o mal que atinge nossa rainha. Leve-me até ela e a curarei. A dúvida envolveu o monarca em pensamentos desordenados. Como um homem que tinha toda a aparência de um feiticeiro ou rezador ou fosse lá o que fosse iria conseguir o que os mais graduados médicos não conseguiram? Mas o desejo de ver sua amada curada foi maior que o preconceito e o negro foi levado ao quarto real. Durante três dias e três noites permaneceu no quarto pedindo ervas, pedras, animais e toda espécie de materiais naturais. Todos no palácio julgavam isso uma loucura. Como o rei podia expor sua mulher a um tratamento claramente rudimentar como aquele? No entanto, no quarto dia, a rainha levantou-se e saiu a passear pelos gramados como se nada houvesse acontecido. O casal ficou tão feliz pelo milagre acontecido que fizeram de Perostino um homem rico e todos os casos de doença no palácio a partir daí eram encaminhados a ele que a todos curava. Sua fama correu pelo reino e o negro tornou-se uma espécie de amuleto para os reis. Logo surgiram comentários que ele seria um primeiro ministro que agradaria a todos, apesar de sua cor e origem, que ninguém conhecia. Ao tomar conhecimento desse fato o rei indignou-se, ele tinha muita gratidão pelo homem, mas torná-lo autoridade? Isso nunca! Chamou-o a sua presença e pediu que ele se retirasse do palácio, pois já não era mais necessário ali. O ódio tomou conta da alma de Perostino e imediatamente começou a arquitetar um plano. Disse humildemente que iria embora, mas que gostaria de participar de um último jantar com a família real. Contente por haver conseguido se livrar do incomodo, o rei aceitou o trato e marcou o jantar para aquela mesma noite. Sem que ninguém percebesse, Perostino colocou um veneno fortíssimo na comida que seria servida e, durante o jantar, os reis caíram mortos sobre a mesa sob o olhar malévolo de seu algoz. Sabendo que seu crime seria descoberto fugiu embrenhando-se nas matas. Arrependeu-se muito quando caiu em si, mas seus últimos dias foram pesados e duros pela dor da consciência que lhe pesava. Um ano depois dos acontecimentos aqui narrados deixou o corpo carnal vitimado por uma doença que lhe cobriu de feridas. Muitos anos foram necessários para que seu espírito encontrasse o caminho a qual se dedica até hoje. Depois de muito aprendizado foi encaminhado para uma das linhas de trabalho do Exu Marabô e até hoje, quando em terra, aprecia as bebidas finas e o luxo ao qual foi acostumado naquele reino distante. Tornou-se um espírito sério e compenetrado que a todos atende com atenção e respeito. Saravá o Sr. Marabô!

Obs.: A Falange do Exu Marabô é formada por inúmeros falangeiros que levam seu nome e esta é apenas uma das muitas histórias que eles têm para nos contar.






PALAVRAS DE EXU MARABÔ

Procure aprender
Este dito popular
Devagar se vai longe
Quem espera sempre alcança
Num toque de alegria
O doce sabor que contagia
Quem tem amor
Pode até compartilhar
E quem não tem
Com certeza vai achar
O teu medo de perder
Não se deixa vencer
Não é razão
Mas é a vontade
De mudar a situação
Não tenho luxo
E nem tenho riqueza
Só amor e sabedoria
E sei até falar francês
Sou Exu Marabô
E pra você eu sou doutor



EXÚ MARABÔ TOQUINHO


O seu vulgo (Exú Marabô Toquinho). Se trata de uma entidade que quando vida teve, viveu com o titulo de Feiticeiro. Sr. da Tribo em uma época medieval, mais antiga que a própria antiguidade. Muitos pesquisadores relatam que pode ser encontrado parte da Biografia dessa entidade até hoje no Norte da Rovaniemi "Norte da Finlândia" - Onde esta localizada a mata gelada. Foi um Feiticeiro Bruxo que carregava seus conhecimentos da Magia e Bruxaria em suas 7 cabaças. Sendo aprendiz de Bruxos e de Feiticeiros D'rumas sendo pelos seus ritos e feitos, por derrubar uma manada de Búfalos que todos da tribo os temia assim como o Rei também. Marabô com seu poder foi capaz de salvar a tribo de uma manada de Búfalos os desafiando sozinho. Recebeu do Rei da Tribo o nome de Feiticeiro Sr. da Tribo e passou a ser chamado por todos de Marabô Toquinho por ser ágil, consciente, astucioso, alto e extremamente forte.
Mas carrega o nome de Toquinho por ser Alto e ter 2 Metros e 50 Centímetros de Altura "E só incorpora em médiuns de 1,75 Altura para baixo". Um homem, com postura fina, elegante e um bom apreciador de conhecimentos, boas bebidas como Vinhos, Whisks, Marafos e outros. Utiliza uma Capa de Veludo preto como de um conde. Conseguiu transpassar a barreira do tempo de sua própria existência através da prática da Magia e hoje incorpora em um médium para dar consultas e resolver problemas espirituais utilizando o seu conhecimento milenar, sua magia e seu poder de Exú através de seu ponto Cabalístico e sua Bruxaria. Exú Marabô esta na hierarquia cabalística 3°(Terceiro) comandado de Exú Asgataroth.

É reconhecido como o Senhor da 7 Cabaças e do Dendê. É determinado a esse Exu, a fiscalização do plano físico, distribuindo ordens aos seus comandados. Apresenta-se como um autêntico cavalheiro, apreciando bebidas finas e os melhores charutos. Apresenta-se falando pausadamente e com uma delicadeza extrema e possui um porte ereto e elegante. Seu poder esta nas Encruzilhadas e também no Tempo comandando o povo do Trilho, alem de realizar trabalhos dentro de seu circulo cabalístico e seu ponto universal nas casas de kimbanda nos quais ele predomina, tem como curiador o marafó e todas as bebidas destiladas. Recebe também oferendas de pade (Farofas) de Pinga e Dendê, ejé, Pimenta e etc...
Ao realizar seus trabalhos se transforma num Grande e Poderoso Bruxo com suas Cabaças. Imantando e evocando não à problemas que ele não possa solucionar.




Dona Figueira



Sacerdotisas da Deusa


São espíritos com apresentação feminina que vieram em uma ou mais encarnações como sacerdotisas ou seguidoras dos antigos cultos pagãos onde se cultuava a Deusa ou grande Mãe.
Muitos espíritos se converteram ao culto do divino masculino. Muitas dessas conversões foram forçadas pelo derramamento de sangue nas mais terríveis torturas, e as mulheres convictas em suas crenças e fortes o suficiente para bancarem o custo de serem quem eram, não aderiram a nova religião, e o resultado todos nós sabemos: a fogueira.

Muitas dessas fogueiras eram feitas com pedaços de madeiras da árvore Mãe dos Figos. A Figueira. Devido a parábola bíblica em que Jesus condena a figueira que não deu figos. Então os cristãos associavam a algo amaldiçoado assim como as hereges.
A Lua, à Lilith, à serpente, ao próprio instrumento de imantação lasciva usado por Satanás envolvidos na crença da antiga religião, fez com que as mulheres perdessem seu espaço e respeito. Não podiam mais usar seus conhecimentos sobre a magia natural. Infusão, orações ou mantras eram considerados feitiços do demônio.
Suas vidas se resumiam em filha, esposa e mãe.

Pombo Gira da Figueira são sacerdotisas, feiticeiras, curandeiras. Não são consideradas guardiães de falanges, pois existe Mulambo da Figueira, Padilha da Figueira, Figueira do Lodo. Mas são presença constante em terreiros, mesmo sem incorporação.
São o triunfo da luz sobre as trevas.
São guardiães queridas e compreensivas, recebem oferendas em baixo de árvores, se possível figueiras, de preferência nas sextas-feiras, dia tradicionalmente consagrado às Deusas e aos feitiços amorosos. Essas oferendas incluem o figo especialmente se for para Dona Maria Mulambo da Figueira, vinhos, maçãs, pêras, pêssegos, tamarindos, romãs, incenso, velas de diversas cores, dependendo do pedido ou trabalho realizado   rosas vermelhas, orquídeas, lírios, jasmim, ervas e especiarias, mel, perfumes. Suas oferendas não incluem o padê de pomba gira.
Não recebem oferendas em encruzilhadas.
Podem usar as cores verde, dourada, vermelha, negra, branca e roxa. 
Costumam trabalhar com pó de magia, óleos, filtros e poções. Ervas, sal terra, água e outros elementos.
Seus pedidos atendem amor, saúde e prosperidade.

SALVE DONA FIGUEIRA!

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Maria Farrapo



“ESCLARECENDO A MARAVILHOSA E POUCO COMPREENDIDA MARIA FARRAPO”


As Farrapos trabalham junto com as Mulambos e fazem parte da mesma hierarquia, ou seja: falange Maria Mulambo. É comum vermos Maria Farrapo apresentando-se à incorporação nos pontos de Maria Mulambo. 
Isso ocorre com frequência e pelos seguintes motivos:
– Pertencem a mesma falange
– poucos Terreiros cantam pontos de Maria Farrapo
– Maria Farrapo trabalha mais no Astral que incorporada
– Muitas vezes, incorpora apenas para descarregar o médium
Uma característica marcante das Farrapos é a ironia e a irreverência. Diretas e objetivas, costumam ir direto ao “ponto”, o que pode surpreender médiuns e consulentes.
Ao contrário do que alguns imaginam, são Pombas Girassérias, competentes, determinadas e fiéis. São as Guardiãs da falange Maria Mulambo responsáveis pelas cobranças cármicas e retorno de demandas, excelentes e precisas em suas execuções.
A compreensão do médium é muito importante para a manifestação da entidade. É preciso entender que a energia de Maria Farrapo é intensa e que ela trabalha situações que envolvem a necessidade de uma roupagem fluídica tipo “Flagelos de Deus”.
Promovem encontros cármicos, estimulam circunstâncias de “provas”, favorecen todos os “ajustes” necessários ao aprendizado e crescimento.




Quando uma Mulambo recebe um pedido, sempre terá uma Farrapo trabalhando junto.
Esse turbilhão energético dificulta o entendimento do médium de quem seja, ou como seja a apresentação de uma Maria Farrapo. Daí muitos médiuns comportarem-se como se a entidade estivesse bêbada, ríspida ou desajeitada.
Não é nada fácil trabalhar com uma Farrapo, mas com certeza é uma missão que exige um grande autoconhecimento por parte do médium e um treino afinado de sintonia com sua Guardiã.
Conhecê-la é fundamental, saber como a entidade conduz as situações, seu temperamento, modo de agir e pensar. Após o conhecimento e sintonia, é muito gratificante ser médium de uma Maria Farrapo. Uma amiga fiel e para todas as horas.
Elas trabalham em todos os campos de atuação de Mulambos: Encruzilhada, Estrada, Cemitério entre outros.




CUIDADOS COM O LOCAL DE ENTREGA DAS OFERENDAS


*Se você estiver fzendo uma oferenda por sua conta, escolha previamente o local onde irá entregá-la. O mesmo deve ser limpo
e bonito. prefira fzer a oferenda em horários mais cedo, para não
correr riscos. Os locais devem ser encruzilhadas em forma de “T”,Pode-se ainda entregar as oferendas em jardins, praças, locais da natureza, como matas, praias, rios, cachoeiras, pedreiras, campinas ou em terreiros que aceitem. Gostam de rosas vermelhas, sempre em número ímpar e sem espinhos, nunca em botões.

Bebidas como champagne, anis,... cigarros ou cigarrilhas, farrofas amarelas, batons perfumes, bijuterias, velas tudo aquilo que um espírito feminino adora. ... a bebida deve ser deixada aberta ou colocada uma taça, fica ao seu critério... respeito e amor com nossas guardiãs... 
abraços e axé!


domingo, 22 de julho de 2012

Dona Rosa Caveira



Ela viveu aproximadamente á 2.300 anos antes de Cristo, na região da Mongólia, os seus pais eram agricultores e tinham muita terra. Ela era uma das 7 filhas do casal, sendo que seu nascimento, deu-se na primavera e a mãe dela tinha um jardim muito grande de rosas vermelhas e amarelas, que rodeava toda sua casa. E foi nesse jardim, onde ocorreu seu parto. Seus pais além de serem agricultores, também eram feiticeiros, mas só praticavam o bem para aqueles que os procuravam, e sua mãe tinha muita fé em um cruzeiro que existia atrás de sua casa no meio do jardim, onde seus parentes eram enterrados. No parto da Rosa Caveira, a mãe estava com problemas, e dificultava o nascimento da mesma e estava perdendo muito sangue, podendo até morrer no parto. Foi quando a avó da Rosa Caveira que já havia falecido há muito tempo, e estava sepultada naquele cemitério atrás de sua casa, vendo o sofrimento de sua filha, veio espiritualmente ajuda-la no parto, sendo que sua mãe com muita dificuldade e a ajuda de sua avó (falecida), conseguiu dar a luz a Rosa Caveira, e como prova de seu Amor a neta, sua avó, colocou em sua volta, várias Rosas Amarelas e pediu a sua filha que a batiza-se com o nome de ROSA CAVEIRA, pelo fato dela ter nascido em um jardim repleto de Rosas e em cima de um Campo Santo (cemitério), e também por causa da aparência Astral de sua mãe (avó), que aparentava uma Caveira. E em agradecimento a ajuda da mesma, ela colocou uma Rosa Amarela em seu peito e segurando a mão de sua mãe, a batizou com o nome de ROSA CAVEIRA DO CRUZEIRO, conhecida com o nome popular de Rosa Caveira.
Ela cresceu com as irmãs, mas sempre foi tratada de modo diferente pela suas irmãs, sempre quando chegava a data de seu aniversario sua avó ia visitá-la (espiritualmente), e por causa destas visitas e carinho que seus pais tinham a ela, suas irmãs começaram a ficar com ciúmes e começaram a maltratar a Rosa, debochar dela, chamar ela de amaldiçoada pois havia nascido encima de um Campo Santo e seu parto feito por uma morta, de caveira dos infernos, etc. E a cada dia que se passava, Rosa ficava com mais raiva de suas irmãs. Então ela pediu para seus pais, que ensinasse a trabalhar com magia, mas não para fazer maldade, mas sim para sua própria defesa, e ajuda de pessoas que por ventura a fosse procurar. Sua avó vinha sempre lhe dizer que ela precisaria se cuidar, pois coisas muito graves estariam para acontecer. Seu pai muito atencioso a ensinou tudo o que ela poderia apreender, e também ensinou-a a manejar espadas, lanças, punhais, ou seja, armas em geral. Sua mãe lhe ensinou tudo o que poderia ser feito com ervas, porções, perfumes, e principalmente o que se poderia fazer em um Cruzeiro. Foi ai que suas irmãs ficaram com mais raiva ainda, pois ela estava sendo preparada para ser uma grande Feiticeira, e sendo ajudada por seus Pais e sua Avó, e zombava mais ainda dela, chamando-a de mulher misturada com homem e demônio, uma aberração da natureza, não por causa de sua aparência, pois ela era linda, mas sim por vir ao mundo nas mãos de uma Caveira (sua avó), e ter nascido em cima de um cemitério.
Suas irmãs se casaram com agricultores da região, porém uma de suas irmãs (a mais velha), se aperfeiçoou em Magia Negra, e por vingança do carinho e a presteza que seus Pais davam a Rosa e não a elas, não porque seus pais gostavam mais dela, pois eles tinham amor igual a todas, mas Rosa demonstrava mais interesse do que as outras, ela fez um feitiço que matou seus pais. A Rosa com muita raiva, matou sua irmã e seu marido. As outras irmãs com medo dela, juraram lealdade a ela e nunca mais zombaram dela.
Aos 19 anos ela saiu ao mundo querendo descobrir algo novo em sua vida, foi quando ela conheceu um homem (Mago) que tinha 77 anos, e juntos com seus 4 irmãos, ele foi ensinando a ela varias magias e feitiços, tudo sobre a vingança, o ódio, a dor, pois esse homem era o Mago mais odiado e temido da redondeza pelos Senhores Feudais e Magos Negros. Vivia em um cemitério com seus 4 irmãos e discípulos. Ela aprendeu a ver o futuro e fazer várias Magias de um modo diferente, sempre usava um crânio tanto humano como de animal e em sua boca colocava uma rosa amarela, foi quando em uma de suas visões, viu suas irmãs planejarem sua morte. Ela por sua vez muito esperta, fez uma Magia, que matou todas suas irmãs. Após fazer isso ela voltou a companhia do mago, e com sua ajuda percorreu várias aldeias, causando guerras para fazer justiça e para livrar os povos dos Senhores Feudais, e também livrar esses povos de encantos de Magos Negros e Feiticeiros Malignos, e por causa disso ela era muito venerada, adorada e respeita por todos. Aos 99 anos, seu amado e seu mestre, morreu e ela assumiu seu lugar junto com o irmão mais velho do mago.
Aos 77 anos ela foi traída por um dos irmãos do mago falecido, o terceiro irmão, que a entregou a um mago que estava a sua procura, este Mago era um dos mais temidos e perversos e que sabia o ponto fraco dela. Com a ajuda desse irmão, esse Mago a matou, e degolou a Rosa e entregou sua cabeça em uma bandeja de ouro rodeada de rosas vermelhas, para os Espíritos dos Magos Negros. Após isso ela ficou aprisionada espiritualmente por esse mago até ser liberta pelo seu amado e mestre o mago falecido, que entregou a falange do Exu Caveira. O irmão do mago que a traiu, foi morto 3 anos depois pela própria Rosa, que deu sua alma de presente a seu Amado e Mestre, se tornando assim seu escravo.
Foi ai que ela começou a trabalhar na linha das almas e ficou conhecida como Rosa Caveira (Pomba-Gira Guerreira e Justiceira), pois em sua apresentação astral ela vem em forma de mulher ou caveira, ou meio a meio sempre com uma Rosa amarela em suas mãos e uma caveira aos seus pés, caveira esta que representa, todos seus inimigos que cruzam seu caminho.

Trabalha na linha das almas e faz parte da falange do Exu Caveira e Tava Caveira

Seu ponto de força, é no cruzeiro das almas, onde são entregues seus pedidos e oferendas.

Sua Flor preferida é Rosa Amarela

Sua guia é, preto e branco ou amarelo e preto.

Pertence a linha negativa dos pretos velhos.


domingo, 15 de julho de 2012


Magia e caracteristicas de Maria Mulambo da Lixeira




MARIA MULAMBO
MAGIAS
MANIAS
CARACTERISTICAS
COMPANHEIROS DE TRABALHOS ETC...

Maria mulambo da lixeira é uma pomba gira rara, e dificilmente quem a conhece não a esqueci facilmente.

Mulambo trata seus clientes não como clientes mais como amigos, . Diz que veio conquistar sua evolução e que vale mais uma amizade do que um cliente!
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É uma mulher super inteligente faz planos calculados aconselha passo a passo as direções e atitudes corretas a seguir, mais tem algo muito sistemático é totalmente severa em suas observações e diz que os donos da verdade são aqueles que só com pancadas da vida vão aprender ,isso é ,se aprender!

Mulambo da lixeira nasceu para ser chefe de terreiro diz em suas palavras: "na minha casa eu sou rainha, na casa dos outros eu sou ........” é uma pomba gira quizilada , e não gosta de ser tirada a prova, e quando isso acontece tem grande admiração em brasa e vidro por esse motivo adora incendiar a casa de pessoas que lhe colocam a prova ou debocha do jeito se comportar e das palavras muitas vezes sabias e verdadeiras, "e a verdade dói",

Ela tem o poder de curar viciados, resgatar pessoas da escuridão e depressivas, reconstrói famílias destruídas, ajuda pessoas com seus comércios e até torna pessoas empreendedoras, mais também consegui destruir aqueles que se colocam no seu caminho para impedil-lá.

Gosta de cigarros e charutos adora bebidas fortes e doces, suas roupas dependem muito do trabalho que vai fazer , são finas e elegantes grandes lenços na cabeça e acessórios não muito exagerados , tem um jeito extravagante de ser ,fica bem à-vontade em suas conversas e consultas e nos deixa sentir o mesmo , não gosta da luz comum do nosso século gosta de luz de velas e tochas , já vi essa pomba gira levantar muita gente . TRABALHA COM TODOS OS EXÚS ,e diz que não tem problema com padilha " a velha história que mulambo tem problema com padilha" seu companheiro de trabalho é tata caveira , e a maioria de exus de calunga , sete catatumba , exu morcego, quebra ossos , maria do lodo , maria pimenta , desgraçada , maria das trouxas (qualidade de maria mulambo) , exu da brasa , rosa caveira , zé do morro entre outros ,tem o poder de energizar todas as pessoas que lhe tocam e carregar todos os fentiços mais pesados .

Maria Mulambo


Sua lenda diz que Maria Mulambo nasceu em berço de ouro, cercada de luxo. Seus pais não eram Reis, mas faziam parte da corte no pequeno reinado. Maria cresceu sempre bonita e delicada. Com seus trejeitos, sempre foi chamada de princesinha, mas não era. Aos 15 anos, foi pedida em casamento pelo rei, para casar-se com seu filho de 40 anos.

Foi um casamento sem amor, apenas para que as famílias se unissem e a fortuna aumentasse. Os anos se passavam e Maria não engravidava. O reino precisava de um outro sucessor ao trono. Maria amargava a dor, além de manter um casamento sem amor, ser chamada de árvore que não dá frutos; e nesta época, toda mulher que não tinha filhos era tida como amaldiçoada.

Paralelamente a isso tudo, a nossa Maria era uma mulher que praticava a caridade, indo ela mesma aos povoados pobres do reino, ajudar aos doentes e necessitados. Nessas suas idas aos locais mais pobres, conheceu um jovem, apenas dois anos mais velho que ela, que havia ficado viúvo e tinha três filhos pequenos, dos quais cuidava como todo amor. Foi amor à primeira vista, de ambas as partes, só que nenhum dos dois tinha coragem de aceitar esse amor. O rei morreu, o príncipe foi coroado e Maria declarada rainha daquele pequeno país.

O povo adorava Maria, mas alguns a viam com olhar de inveja e criticavam Maria por não poder engravidar. No dia da coroação os pobres súditos não tinham o que oferecer a Maria, que era tão bondosa com eles. Então fizeram um tapete de flores para que Maria passasse por cima. A nossa Maria se emocionou; seu marido, o rei, morreu de inveja e ao chegar ao castelo trancou Maria no quarto e deu-lhe a primeira das inúmeras surras que ele lhe aplicaria. Bastava ele beber um pouquinho e Maria sofria com suas agressões verbais, tapas, socos e pontapés. Mesmo machucada, nossa Maria não parou de ir aos povoados pobres praticar a caridade.Num destes dias, o amado de Maria, ao vê-la com tantas marcas, resolveu declarar seu amor e propôs que fugissem, para viverem realmente seu grande amor. Combinaram tudo. Os pais do rapaz tomariam conta de seus filhos até que a situação se acalmasse e ele pudesse reconstruir a família. Maria fugiu com seu amor apenas com a roupa do corpo, deixando ouro e jóias para trás.

O rei no princípio mandou procurá-la, mas, como não a encontrou, desistiu. Maria agora não se vestia com luxo e riquezas,agora vestia roupas humildes que, de tão surradas, pareciam mulambos; só que ela era feliz. E engravidou. A notícia correu todo país e chegou aos ouvidos do rei. O rei se desesperou em saber que ele é que era uma árvore que não dá frutos. A loucura tomou conta dele ao saber que era estéril e, como rei, ele achava que isso não podia acontecer. Ele tinha que limpar seu nome e sua honra.Mandou seus guardas prenderem Maria, que de rainha passou a ser chamada de Maria Mulambo, não como deboche mas, sim, pelo fato de ela agora pertencer ao povo. Ordenou aos guardas que amarrassem duas pedras aos pés de Maria e que a jogassem na parte mais funda do rio. O povo não soube, somente os guardas; só que 7 dias após esse crime, às margens do rio, no local onde Maria foi morta, começaram a nascer flores que nunca ali haviam nascido. os peixes do rio somente eram pescados naquele local, onde sófaltavam pular fora d’água. Seu amado desconfiou e mergulhou no rio, procurando o corpo de Maria; e o encontrou.

Mesmo depois de estar tantos dias mergulhado na água, o corpo estava intacto; parecia que ia voltar à vida. os mulambos com que Maria foi jogada ao rio sumiram. Sua roupa era de rainha. Jóias cobriam seu corpo. Velaram seu corpo inerte e, como era de costume, fizeram uma cerimonia digna de uma rainha e cremaram seu corpo. O rei enlouqueceu. Seu amado nunca mais se casou,cultuando-a por toda a vida, à espera de poder encontrá-la de novo. À espera de poder reencontrar sua Maria. No dia em que ele morreu e reencontrou Maria, o céu se fez do azul mais límpido e teve início a primavera.

Assim a nossa Maria, que agora era a rainha Maria Mulambo, virou lenda; e até hoje é invocada para proteção dos amores impossíveis.




Pombo gira Menina

Apenas uma menina que perdeu sua inocência...


Essa menina doce e meiga, de olhar oriental, nasceu em Myanmar (Birmânia), no sul da Ásia, no ano de 1838 - na época uma colônia britânica. Em sua tribo as mulheres não alongavam os pescoços com colares (como na Tribo das Mulheres Girafas), apenas tatuavam a pele quando eram prometidas em casamento para mostrar o compromisso e usavam uma pesada tornozeleira. No seu país todos os nativos eram budistas. Seu nome aqui no Brasil seria algo assim como "Swang Pi".
Aos nove anos, foi vendida por seus pais a um grupo se soldados britânicos. Eles pensaram que a vida dela seria melhor em outro país, onde ela teria maiores oportunidades. Mas, ela foi comprada para serví-los de todas as formas. Então desde cedo, juntou-se a outras meninas que se tornaram escravas sexuais de seus tutores. Além de cozinhar, lavar e servir, elas deviam manter-se asseadas e bonitas, pois quando eram procuradas deviam estar dispostas a serví-los bem. Foi assim, que com apenas doze anos de idade, Swang já conhecia o mundo dos adultos. Para fugir dessa realidade aprendeu a consumir bebidas e a usar a pinang - uma espécie de planta misturada ao tabaco - que servia como estimulante. Aos treze anos toda a sua noção de vida real havia se perdido e ela vivia entre a bebida, a droga e o sexo. Desencarnou antes de completar quatorze anos, tendo ataques epiléticos, por conta de uma mistura de bebida, noz de areca e outros alucinógenos.
Acordou no Plano Espiritual, em meio a espíritos sofridos, sem saber o que lhe havia acontecido. Uma avó que lhe amava muito lhe socorreu e levou-a a um hospital espiritual. Quando recuperou sua memória e sua decência, quis entender sua trajetória de vida. Pediu para trabalhar com meninas, que assim como ela, perderam toda a inocência antes da puberdade. A partir de então ela passou a visitar diversos lugares no mundo inteiro, onde haviam meninas que passavam pela mesma situação que a sua. Veio parar no Nordeste brasileiro e conheceu as meninas que também se tornavam escravas sexuais desde cedo. Pediu para ficar nesta terra e fazer parte de um novo trabalho. Conheceu a Seara do Caboclo Sete Encruzilhadas e percebeu que poderia ajudar sem ser julgada ou condenada. Poderia ser ela mesma e simplesmente trabalhar... Assim como ela existem outras meninas com suas histórias de dor e sofrimento e que também trabalham como Pombagiras Meninas na Umbanda Sagrada.

sábado, 14 de julho de 2012



Maria Padilha do Cabaré


Ela foi espanhola, foi Rainha dona de castelo e adorava bacalhau, queijos e vinhos, claro que hoje estando evoluída, não mais nessa matéria aceita as oferendas comuns, mas ela é muito fina, sabe bem o que é bom, gosta de jóias, roupas feitas de bons tecidos, adora saia com muitos babados, pois como disse foi espanhola, adora um leque.

Diz a sua história que quando passou pela terra foi dona de um cabaré muito famoso, onde se fez tornar uma mulher marcante na sociedade da época. Amar ? Amou sim, uma vez só e por ter sofrido por um grande amor resolveu não se entregar nunca mais a ninguém. Foi uma mulher bem sucedida e se tornou rica, muito rica… Ela tinha um dom que lhe acompanhava desde menina o dom das cartas o misterioso Futuro no qual ela o adivinhava, este dom vem dos seus antepassados, pois ela vem de uma família Espanhola…

Maria Padilha Rainha do Cabaré, é mais uma das Pombagiras que visam o zelo pelas coisas do coração e do dinheiro.

Maria Padilha das Sete Encruzilhadas


Uma breve história

Núbia estava satisfeita e feliz. Depois de uma misteriosa doença, sua prima, a rainha Velma, havia sucumbido. E ela sabia do que se tratava, fora ela quem, diariamente, pingara gotas de um poderoso veneno nas refeições da soberana.

O caso amoroso que mantinha com o rei Alberto finalmente teria um final feliz. Para ela, claro! Mal pode conter a alegria quando foi notificada da morte da prima. Fez um tremendo esforço para derramar algumas lágrimas durante o féretro, porém seus pensamentos fervilhavam, imaginava os detalhes de sua coroação. Havia o período de luto de no mínimo três meses, mas isso era de menos,

Alberto estava totalmente apaixonado e faria de tudo para casar-se com ela o mais rápido possível.

Aí sim, a glória e o poder que sempre foram daquela tonta seriam dela para frente. Várias vezes tivera que cobrir o rosto com seu lenço negro para que ninguém percebesse o sorriso de satisfação que aflorava em seus lábios.

Terminadas as exéquias, Núbia procurou pelo amante para dizer-lhe que estava pronta para ser sua nova mulher, esperariam o luto oficial e poderiam começar os preparativos para o casamento e coroação.

A reação de Alberto fez seu coração gelar:

- Núbia foi você que matou minha mulher?

Negou peremptoriamente.

Ela jamais teria coragem de fazer qualquer mal à sua prima, mesmo amando seu marido, pelo contrário, perdera noites de sono para permanecer à cabeceira da doente. Como podia ele pensar isso dela?

- Núbia!

- Alberto estava gritando

- A casa tem criados, será que você é tão imbecil que não percebe que eu descobriria?

O desespero tomou conta da mulher, sentiu que a situação havia fugido de seu controle. Jogou-se aos pés do homem implorando perdão:

- Eu te amo demais, não agüentava mais ficar longe de você!

As lágrimas corriam livremente.

- Ela não te amava, sou eu que o amo!

Sem pestanejar, Alberto chamou pelos guardas palacianos e mandou que a levassem a ferros para o porão do castelo onde ficaria até que ele decidisse o que fazer.

Durante três anos permaneceu presa. Chorava muito e amaldiçoava a todos. O pior, porém era o fantasma de Velma que todas as noites a visitava. A imagem da rainha surgia ricamente vestida e a olhava com piedade balançando a cabeça em sinal de desaprovação.

Nesses momentos os gritos que dava ecoavam pelos corredores do palácio. Da bela e arrogante mulher, nada mais restava. Tornara-se um trapo humano.

Um dia veio o golpe fatal. A criada que lhe trazia as refeições informou-lhe que o rei havia anunciado seu casamento com uma jovem duquesa.

As horas que se seguiram a essa descoberta foram de horror, a imagem da rainha falecida permaneceu sentada no fundo do cubículo e não desviava o olhar tristonho de acusação.

Num acesso de fúria avançou sobre o espectro.

Debilitada, tropeçou nas próprias vestes e caiu batendo a têmpora na pedra onde Velma estivera sentada.

Seu espírito vagou por anos. Aprendeu muito e descobriu que havia sido rainha em outras encarnações, mas que nunca fora exemplo de bondade ou compaixão.

Como Maria Padilha das Sete Encruzilhadas, readquiriu o porte majestoso de antigas vivências e segue em busca de evolução. Sempre que está em terra lembra que há muito a aprender, mas que tem muito a ensinar.


Maria Padilha de Castella



Maria Padilha


A verdadeira história desta entidade ainda não esta comprovada de fato! Porque devido a várias histórias contadas e publicadas sempre deixa um fecho para inúmeras controversas. Já faz um bom tempinho que venho lendo e pesquisando histórias de Maria Padilha ou ( Maria de Padilha) que vem a ser o verdadeiro nome da amante rainha do Rei de Castela.

A história conta que Maria de Padilha era uma jovem muito sedutora que foi viver no reinado de Castela como dama de companhia de D. Maria, mãe de D. Pedro I de Castela ( O cruel ) . Sendo que esta moça tinha um tutor e este responsável e tio da bela donzela, que também era herdeira de sangue nobre, devido a influencia de seu pai na corte espanhola.

A lenda conta que D.Pedro de Castela já estava noivo de D. Blanca de Bourbom, uma jovem pertencente a corte francesa, que foi enviada para Castela para casar-se com D. Pedro porque este estava já para assumir o Reinado do pai, no ano 1350.

D. Maria de Padilha e o Rei de Castela depois de apresentados, fulminaram-se de paixão um pelo outro e mesmo as escondidas começaram um grande caso de amor, onde sabiam que jamais seria aceito pela família e tampouco pela corte.

D.Pedro I de Castela, não queria casar-se com D. Blanca de Bourbom , mais este casamento traria excelentes benefícios políticos para a corte Espanhola e Portuguesa.

Dizem que Maria de Padilha, trabalhava na magia com um judeu cabalista e que este a ensinou muitas magias e através destas... conseguiu dominar o Rei de Castela completamente. Conta a história que ela foi uma das grandes responsáveis pelo o abandono ou morte de D. Blanca de Bourbom pelo rei, digo abandono ou morte porque ainda é uma história muito confusa... alguns livros indicam que D. Blanca foi decapitada ao mando do Rei... outros apenas citam que ela foi abandonada por ele e devolvida a sua família na França por ele ter assumido seu amor por Maria de Padilha.

Maria de Padilha de Castela, depois do sumiço de D. Blanca passou a viver com o Rei em seu castelo em Sevilha, palácio que foi construído e presenteado a Maria de Padilha pelo seu amado rei de Castela.

Maria Padilha deu quatro filhos ao rei de Castela sendo que o primogênito morreu em idade tenra.

Ao contrario do que conta muitas histórias publicadas desta grande personagem, Maria Padilha morreu antes do Rei de Castela e este fez seu velório e enterro como de uma grande rainha, fez com que seu súditos beijassem as mãos do corpo falecido por peste negra e a enterrou nos jardins de seu castelo.

O Rei anunciou ao sei reinado que havia casado com D. Maria Padilha as escondidas e que queria que seu filhos com ela fossem reconhecidos como herdeiros do trono e que a imagem de Maria Padilha diante do povo fosse de uma Grande Rainha.

Um ano mais tarde o rei veio a casar-se de novo, mais nunca escondeu que o grande amor de sua vida tinha sido D. Maria Padilha, os contadores contavam que o feitiço lançado ao rei pela poderosa Padilha seria eterno!

Alguns anos depois o Rei de Castela veio a falecer pelas mão de seu meio irmão bastardo que acabou assumindo o seu posto de Rei de Castela... o corpo do rei deposto foi enterrado a frente da sepultura de sua Amada Rainha Padilha, onde foram construídos duas estátuas uma em frente a outra, para que mesmo na eternidade os amados nunca deixassem de olhar um pelo outro.

Dizem que a entidade de Maria Padilha, na sua primeira aparição, foi em uma mulata no tempo da corte de D.Pedro II no Brasil , onde esta mulata em um sessão da Catimbó... recebeu uma entidade muito feiticeira e faceira que se apresentou com D. Rainha Maria Padilha de Castela e contou a sua história e que depois dela outras Padilhas viriam para fazer parte da sua quadrilha.

Dizem que depois desta anunciação de D. Maria Padilha, ela só voltou mais uma ou duas vezes e que não mais chegaria na terra por sua missão presente estar cumprida, mais que por castigo de Jesus e por mando do Rei das Encruzilhadas ela ainda permaneceria na terra e confins, comandando a sua quadrilha de mulheres e exus para todos os tipos de trabalhos... Depois disto, nunca mais ninguém voltou a ver ou assistir a curimba desta poderosa entidade rainha das giras. Há muitos pais de santo e estudiosos que dizem que D. Rainha da Sete Encruzilhada é D. Maria Padilha de Castela, por ter sido ela eleita a Rainha de todas as giras, mais esta desconfiança, ainda não foi esclarecida, nem pelas próprias identidades que trabalham com D. Rainha das Sete Encruzilhadas. Esta desconfiança gerou porque D. Padilha de Castela se titulava Rainha e sempre saudava as sete encruzilhadas, onde morava o seu rei e de onde ela reinava.

"Sou guerreira, bonita e maliciosa... Minha coroa vem de Nazaré! Eu saúdo a Jesus Cristo pois ele é quem me deu o meu trono de fé! dizem que sou mulher de Belzebu, este nem mesmo sei quem é! Sou mulher de quem me de respeito e companheira de Exu Rei e Cipriano e também Exu Tararé!"




Maria Padilha das Almas




Tereza invadiu a igreja de uma forma como nunca havia feito antes. Não se benzeu e nem ao menos olhou para a imagem de Cristo, que de sua cruz, agonizante, parecia olhar diretamente para ela enquanto avançava pela nave. Precisava falar com o padre Olavo nesse instante, não havia tempo a perder. - Padre! - seu grito ecoou pelas paredes repletas de símbolos aos quais ela sempre dera imenso valor, mas que nesse momento nada mais eram que meras imagens que apontavam-lhe o dedo culpando-a pelo pecado gravíssimo que cometera. - Padreee! A voz subira de tom a ponto de atrair imediatamente o coroinha que estava a dormitar atrás do altar. - Dona Tereza! O padre Olavo foi atender um doente que precisa de extrema unção! A mulher sentou-se em uma cadeira da primeira fila e desatou em copioso pranto. O menino sem saber o que fazer correu para a rua e encontrou o padre que vinha já bem perto. - Dona Tereza está chorando como louca lá na igreja, o caso deve ser sério! - Olavo sentiu um baque no peito. - O que teria acontecido? Alguém teria descoberto? - Tudo bem Jonas, pode ir para casa que eu cuido disso. Apressou o passo e da porta ouviu o choro da mulher. - Tereza, o que houve? - Com um salto ela levantou-se e com o dedo estendido para ele gritou: - Eu estou grávida, cafajeste! Grávida de você! Como pode deixar isso acontecer? Você me jurou que isso não seria possível, que não podia ter filhos. O que faço agora? Meu nome será lançado na lama! E meu marido? Meus filhos? - Calma! - ele tentava ganhar tempo enquanto em sua cabeça as imagens passavam em turbilhão. - O que faria com essa louca? Fora ela quem o seduzira, enfiara-se em sua cama, nua, em uma tarde que gostaria de esquecer. Tentara-o com seu belo corpo e se entregara de forma avassaladora. Porque dizia que o filho era seu? Ele mesmo sabia de seus amantes, ditos em momentos de confissão muito antes da tarde fatídica. -Vamos sentar, respire fundo! Como sabe que é meu? - Falava pausadamente tentando inspirar confiança - Não pode ser de seu marido ou... de outro? - Só o que me faltava era isso - o tom subira novamente - me engravida e ainda me chama de vagabunda. Nunca mais dormi com homem algum depois de nosso encontro, meu marido viaja muito e nas poucas vezes que esteve em casa, não me entreguei a ele, por amor a você! - Depois de pensar um pouco falou: - Então não há alternativa além do aborto, procure uma dessas velhas rezadeiras e dê um jeito nisso, o que espera que eu faça? - Precisamos fugir, eu abandono tudo para ficar ao seu lado! - desesperada segurava a batina do padre com força - Teremos nosso filho longe daqui! - Tentando ganhar tempo Olavo tirou as mãos dela de sua roupa. dirigiu-se ao altar e tamborilou com os dedos sobre a branca toalha, virou-se com raiva: - Nunca! Vire-se! Você foi a culpada, me levou para a perdição agora quer acabar comigo? Como posso largar o sacerdócio e viver com uma prostituta que deita em qualquer cama com qualquer um? - Tereza deu um grito de ódio e partiu para cima do padre. Havia um punhal em sua mão. A lâmina afiada foi cravada no abdômen do rapaz que caiu de joelhos. Tereza continuava com a arma na mão manchada com o sangue do padre e foi com ela que cortou a própria jugular, tendo morte quase instantânea. Por muitos anos o espírito de Tereza foi torturado pelas visões dessa e de outras vidas em que sempre causara sofrimento e mortes. Ao atingir um nível de compreensão adequado ao caminho evolutivo, tornou-se Maria Padilha das Almas, e ainda hoje busca ajudar a todos que a procuram tentando fazer com que novas almas não se percam como ela se perdeu por diversas vezes. Somente quem já teve contato com essa grande pomba-gira, sabe dos conselhos firmes dados por ela e da tristeza que ainda deixa transparecer em suas incorporações. Laroiê a Padilha das Almas!


Maria Padilha das Sete Catacumbas


Vativa ficou totalmente arrepiada quando ouviu o que a bruxa lhe disse: - Precisamos do sangue de um inocente! - Sua mente imediatamente focalizou a imagem de Yorg, seu pequeno filho de apenas três anos. Seus pensamentos vagaram por alguns instantes enquanto a mulher remexia em um pequeno caldeirão de ferro.

Estava ali por indicação de uma vizinha que conhecia o problema pelo qual estava passando. Era casada, não tinha queixas do marido, mas de repente parece que uma loucura apoderou-se dela. Apaixonara-se por um rapazote de dezessete anos, ela uma mulher de trinta, bela e fogosa não resistira aos encantos do adolescente e sua vida transformou-se em um inferno. Já traíra seu marido algumas vezes, mas desta vez era algo fora do comum, não conseguia conceber a vida longe do rapaz. Conversando com a vizinha, a quem contava tudo, esta aconselhou: - Vá falar com a bruxa Chiara ela resolve o assunto para você. - Pensou durante alguns dias e não resistiu, foi procurar pela feiticeira.


O ambiente era horrível e a aparência da mulher assustadora, alta, muito magra, com apenas dois dentes na boca, vestia-se inteiramente de preto e fora logo dando a solução: - Vamos matar seu marido, aí você fica livre e se muda para outro povoado, bem distante, levando seu amante! - Vativa ficou assustada, não era essa a idéia. Não tinha porque matar seu marido. Não havia um jeito mais fácil? - De forma alguma, se o deixarmos vivo, quem morre é você! Mas não se preocupe eu cuido de tudo. - Foi aí que ela falou do sangue inocente. - A senhora está tentando dizer que tenho que sacrificar meu filho? - Para fazer omelete, quebram-se ovos... Vativa não estava acreditando, a mulher dizia barbaridades e sorria cinicamente. Levantou-se e saiu correndo apavorada. A risada histérica dada por Chiara ainda ecoava em seus ouvidos quando chegou a casa.


Desse dia em diante suas noites tornaram-se um tormento, bastava fechar os olhos para ver aquele homem (Sete Catacumbas) todo de preto que a apontava com uma bengala: - Agora você tem que fazer! - Em outras ocasiões ele dizia: - Você não presta mesmo, nunca prestou! - Vativa abria os olhos horrorizados e não conseguia mais dormir.


Uma noite, já totalmente transtornada com a aparição freqüente, saiu gritando pela casa. Ouvindo os gritos da mãe o pequeno Yorg acordou e desatou a chorar. Sem saber como, a faca apareceu em sua mão. - Cale a boca garoto dos infernos! - A lâmina penetrou por três vezes no pequeno corpo. Retomando a consciência não suportou a visão do crime cometido e caiu desmaiada. Na queda, a vela que iluminava o pequeno ambiente caiu-lhe sobre as vestes e em pouco tempo o fogo consumia tudo.


Por muitos anos o espírito de Vativa vagou até conseguir a chance de evoluir junto a um grupo de trabalhadores de esquerda, mas se há uma coisa que ela odeia é relembrar o fato, por isso poucas vezes o comenta. Com posto garantido na falange do cemitério detesta ser lembrada para amarrações e perde a compostura quando há um pedido do gênero.


Hoje todos a conhecem pela grandeza dos trabalhos que pratica na linha da guardiã Maria Padilha das Sete Catacumbas ao lado do Senhor Exú das Sete Catacumbas, pois todo médium que recebe Seu Sete recebe também Maria Padilha das Sete Catacumbas em algumas ocasiões, caso contrário após muito tempo recebendo somente Seu Sete passa a sentir-se pesado.


O ambiente era horrível e a aparência da mulher assustadora, alta, muito magra, com apenas dois dentes na boca, vestia-se inteiramente de preto e fora logo dando a solução: - Vamos matar seu marido, aí você fica livre e se muda para outro povoado, bem distante, levando seu amante! - Vativa ficou assustada, não era essa a idéia. Não tinha porque matar seu marido. Não havia um jeito mais fácil? - De forma alguma, se o deixarmos vivo, quem morre é você! Mas não se preocupe eu cuido de tudo. - Foi aí que ela falou do sangue inocente. - A senhora está tentando dizer que tenho que sacrificar meu filho? - Para fazer omelete, quebram-se ovos... Vativa não estava acreditando, a mulher dizia barbaridades e sorria cinicamente. Levantou-se e saiu correndo apavorada. A risada histérica dada por Chiara ainda ecoava em seus ouvidos quando chegou a casa.


Desse dia em diante suas noites tornaram-se um tormento, bastava fechar os olhos para ver aquele homem (Sete Catacumbas) todo de preto que a apontava com uma bengala: - Agora você tem que fazer! - Em outras ocasiões ele dizia: - Você não presta mesmo, nunca prestou! - Vativa abria os olhos horrorizados e não conseguia mais dormir.


Uma noite, já totalmente transtornada com a aparição freqüente, saiu gritando pela casa. Ouvindo os gritos da mãe o pequeno Yorg acordou e desatou a chorar. Sem saber como, a faca apareceu em sua mão. - Cale a boca garoto dos infernos! - A lâmina penetrou por três vezes no pequeno corpo. Retomando a consciência não suportou a visão do crime cometido e caiu desmaiada. Na queda, a vela que iluminava o pequeno ambiente caiu-lhe sobre as vestes e em pouco tempo o fogo consumia tudo.


Por muitos anos o espírito de Vativa vagou até conseguir a chance de evoluir junto a um grupo de trabalhadores de esquerda, mas se há uma coisa que ela odeia é relembrar o fato, por isso poucas vezes o comenta. Com posto garantido na falange do cemitério detesta ser lembrada para amarrações e perde a compostura quando há um pedido do gênero.


Hoje todos a conhecem pela grandeza dos trabalhos que pratica na linha da guardiã Maria Padilha das Sete Catacumbas ao lado do Senhor Exú das Sete Catacumbas, pois todo médium que recebe Seu Sete recebe também Maria Padilha das Sete Catacumbas em algumas ocasiões, caso contrário após muito tempo recebendo somente Seu Sete passa a sentir-se pesado.




Maria Padilha



Maria Padilha dos Sete Cruzeiros da Calunga


França, final do século dezenove. Juliette estava desesperada. Aos dezessete anos, filha de nobres franceses estava prometida em casamento para o jovem Duque D''areaux. Por coisas que somente à vida cabe explicar, havia se apaixonado por um dos cavalariços de sua propriedade. Entregara-se a essa paixão de forma avassaladora o que culminou na gravidez que já atingira a oitava semana. Somente confiara o segredo à velha ama Marie, quase uma segunda mãe que a vira nascer e dela nunca se afastara, que a aconselhou a fugir com Jean, seu amado. Procurado, o rapaz não fugiu à sua obrigação e dispos-se a empreender a fuga. Sairiam a noite levando consigo apenas a ama que seria muito útil à moça e os cavalos necessários para os três. Perto da meia-noite, Juliette e Marie esgueiraram-se pelo jardim e dirigiram-se até o ponto em que o jovem as esperava. Rapidamente montaram e partiram. Não esperavam, contudo, que um par de olhos os espreitasse. Era Sophie a filha dos caseiros, extremamente apaixonada por Jean. Percebendo o que se passava correu até a grande propriedade e alertou aos pais da moça sobre a fuga iminente. Antoine, o pai de Juliette, imediatamente chamou por dois homens de confiança e partiu para a perseguição. Não precisaram procurar por muito tempo. A falta de experiência das mulheres fazia com que a marcha dos fugitivos fosse lenta. Antoine gritou para que parassem. Assustado Jean apressou o galope e o primeiro tiro acertou-o no meio das costas derrubando-o do cavalo. Juliette correu para o amado gritando de desespero quando ouviu o segundo tiro. Olhou para trás, a velha ama jazia caída sobre sua montaria. Sem raciocinar no que fazia puxou a arma de Jean e apontou-a para o próprio pai. - Minha filha, solte essa arma! - assim dizendo aproximava-se dela. Juliette apertou o gatilho e o projétil acertou Antoine em pleno coração. Os homens que o acompanhavam não sabiam o que fazer. Aproveitando esse momento de indecisão a moça correu chorando em total descontrole. Havia uma ponte à alguns metros dali e foi dela que Juliette despediu-se da vida atirando-se na água gelada. A morte foi rápida e nada se pode fazer. Responsável direta por três mortes (a dela, do pai e da criança que trazia no ventre) causou ainda, indiretamente mais duas, a de Jean e da ama. Triste destino aguardava o espírito atormentado da moça. Depois de muito vagar por terrenos negros como a noite e conhecer as mazelas de incontáveis almas perdidas encontrou um grupo de entidades que a encaminhou para a expiação dos males que causara. Tornou-se então uma das falangeiras de Maria Padilha. Hoje em nossos terreiros atende pelo nome de Maria Padilha dos Sete Cruzeiros da Calunga, onde, demonstrando uma educação esmerada e um carinho constante atende seus consulentes sempre com uma palavra de conforto e fé exibindo um sorriso cativante. Salve minha mãe de esquerda!



Maria Padilha, Rainha do Fogo



Nome que significa Rainha do Fogo, Maria Padilha já teve várias encarnações na terra, e  a última delas foi em Ilhéus. Nesta sua última encarnação, ela era uma espanhola que veio para o Brasil morar em Ilhéus na Bahia e foi morta na porta de um cabaré. Todos os homens que ela teve, em cada uma das encarnações, num total de sete estão com ela na espiritualidade.

Entre mitos mais variantes que revelam alguma qualidade a característica especial desta mulher, o que servirá nos terreiros é o segundo nome que acompanhará o primeiro. Recebe outros apoios que alguns podem pensar que se trata de outra Pombo Gira. mas na realidade ela é: "Rainha dos Infernos", "Rainha do Candomblé", "Rainha das Marias", "Rainha das Facas", "Mulher de Lúcifer", "Rainha da Malandragem", "Rainha dos Ciganos", etc. Em cada lugar lhe dão diferentes sobrenomes, que na realidade busca elogiar a entidade e transmitir uma maior intimidade.

Pombo Gira Maria Padilha é conhecida por sua eficiência e rapidez, e está entre as mais populares das Pombo Giras. Maria Padilha também descreve um certo tipo de mulher que exige respeito e cujo comportamento é real. Muitas lendas cresceram em cima da sua reputação de feiticeira, e dentro de cem anos, as bruxas na Espanha e Portugal, usavam seu nome e chamando seu espírito para ajuda-las em suas magias. Tem predileção - igual ao seu principal marido, Rei das 7 Liras (Lúcifer) - pelas navalhas e armas brancas em geral, especialmente aquelas que são afiadas e pequenas, onde se deve ter muita agilidade para não ser cortado. Ela gosta de luxo, de homens, de dinheiro, de jóias, dos jogos de azar, de bebidas finas, cigarros, de baile e de música. É uma grande bailarina, cujos movimentos podem incluir passos das ciganas em alguns momentos, mexendo sensualmente seus braços, como quem desfruta plenamente de seduzir com o corpo em movimentação. Seu porte é altivo, orgulhoso, majestoso, possui características das mulheres que não tem medo de nada. É muito requisitada para atrair amantes, abrir os caminhos, trazer o amor de volta, mas principalmente é muito temida por sua frieza e seu implacável poder na questão de demandas.

domingo, 8 de julho de 2012

Maria Padilha existiu.


Maria Padilha existiu. Não veio da África. Reinou em Sevilha na Espanha junto com o Rei Dom Pedro I, seu amante, que era casado com a Rainha Blanca Bourbon. Seu nome era Dom Pedro de Castela, conhecido como "o cruel".
Corria o ano de 1340 e eles se amaram junto a Porta do Leão, monumento medieval na estrada dos Alcazares reais.
Para alguns, Maria Padilha, diaba, mulher de Lúcifer, entidade do mal. Que mulher é essa tão temida nos terreiros? Seria perigosa? Maléfica?
Vamos desmistificar um pouco de quem realmente foi esta grande mulher que existiu e viveu toda a sua vida na Espanha, na Idade Média. De uma beleza inigualável, postura e requinte de uma verdadeira dama da corte. Magia no olhar, no sorriso, no bailar. Essa mulher cheia de graça, não passava despercebida pelas praças de touros. Sua gargalhada envolvente, quando ela passava todos a desejavam, admiravam; porém todos os homens sabiam que aquela mulher tinha seu destino traçado e se contentavam apenas em admirá-la.
Conta à lenda que um dia Maria Padilha, ao passear pelas proximidades do Palácio de D. Pedro I, o cruel, imaginou como seria viver dentro do mesmo. Muito inteligente, maquinou seu plano em cada detalhe e o que deveria ser feito passo a passo até conseguir seu objetivo. Após tudo muito bem planejado, sai Maria perfumada e cheia de graciosidade, e vai se encontrar com um alquimista que lhe ensina a fazer a magia. Mesmo sabendo que D. Pedro era casado, em nenhum momento perdeu a esperança de conquistar seu objetivo; afinal ela era Maria cheia de graça, encanto e beleza, mulher vista como intocável e que somente D. Pedro poderia possuir. Após aprender a realizar feitiços e magias, manda que um de seus empregados roube o cinto usado pelo rei, o qual enfeitiçou e mandou de volta. O rei ao receber o cinto entregue por sua esposa, viu o mesmo se transformar em uma grande serpente e ficou aterrorizado há ponto de expulsar Blanca de seu palácio. Era chegada a hora de Maria Padilha concluir seu objetivo. O Rei ao vê-la ficou impressionadíssimo com sua beleza e postura de rainha, e sabia que ela saberia se por a seu lado e assumir não só seu coração, mas também todo o seu reino.
D. Pedro fez um castelo em Sevilha em estilo mouro com uma pintura sua. Castelo que existe até hoje. A Espanha naquela época tinha grande influência dos Árabes, dos judeus, mas também dos católicos e das bruxas e feiticeiras.
Conta-se que maria Padilha frequentava os sabás das bruxas espanholas dedicados a Grande Mãe, a primeira divindade da terra, desde os tempos paleolíticos.
Ao morrer D. Pedro e Padilha, as portuguesas que vieram para o Brasil, trouxeram o culto desta rainha, Sevilhana, dançadora de flamenco, bruxa, grande amante.
Ainda não havia Candomblé, nem Umbanda e estas portuguesas faziam conjuros (reza forte puxada para a Magia Negra) para o espírito de Maria Padilha e foram pegas pela Inquisição. Estas portuguesas faziam para prender os seus amados.
Maria Padilha em verdade foi branca com dentes de ouro, riquíssima, ia às touradas, as sevilhanas, aos bailes na Corte de Granada e as missas na Catedral da Virgem de Mascarenhas.

Salve Maria Padilha cheia de graça!

Costuma-se dizer que Maria Padilha é uma "Pombo Gira", o que é contestado por muitos estudiosos da religião. A semelhança com outras Marias trata-se de espíritos que desencarnaram e continuaram aprisionados no corpo astral. Quase sempre teriam sido prostitutas, porém fortes e decididas, que não se entregaram a um gigolô qualquer. No entanto, o termo "Pombo Gira" é usado para identificar as manifestações femininas que surgem nas casas de santo durante as festas, em especial para beber, dançar e fumar.
Talvez essas Marias gostem de fazer parte da tropa de choque de Exú, misturando-se com as pombo giras, masa realidade é que muitas vezes se tratam de "eguns" e não de "encantados". Com essas explicações, estou longe de tirar um pingo do poder das Marias, mas serviram para mostrar que elas estão muito mais próximas de nós seres comuns, do que possamos imaginar.

Maria Padilha gosta que a tratem com carinho. Adora presentes, em especial os que possam torná-la mais atraente, saias vistosas, bebidas de qualidade e jóias, muitas jóias. Sem papas na língua, Maria Padilha diz o que quer. Destemida, não se intimida jamais, sendo uma das poucas entidades que"atacam" seus médiuns, por vezes chegando a ser chamada, apenas para dançar, fumar e beber.
Já foram presenciados casos em que Maria Padilha simplesmente "chegava" em uma festa de aniversário, presença denunciada pela dança constante e o desejo de beber champanhe. Essa médium não tinha o vício do cigarro, mas fumava mais de dois maços de cigarros durante as incorporações de Maria Padilha. Ela é muito poderosa, e se o consulente obter a sua simpatia, terá em especial uma protetora incansável, em especial no amor e nas finanças.

Características de Maria Padilha:


Quando ela chega quer cigarro da melhor marca possível. Pode vir quando chamada, ou quando ela acha que é o momento. Não pode faltar pelo menos uma garrafa de champanhe. Quem pedir seus favores tem de se preparar para presentes de qualidade, roupas e jóias de preferência.
Diante da irreverência de Maria Padilha, é comum ver o médium perder completamente sua máscara de moralidade, falar palavrões e se entender de igual para igual, liberando-se de uma carga opressiva. Em casos de amor ou dinheiro, Maria Padilha, "topa" qualquer parada, mesmo nas situações consideradas pouco éticas. Maria Padilha diz sempre para seus consulentes que ela costuma fazer a sua parte, e todo o bem ou mal que eles pedirem, retornarão para aqueles que pediu (principalmente se o consulente pedir algo de muito ruim), mas cuidado com o que prometer a Maria Padilha, a ela deve cumprir, ela não é de brincadeira, é ponta de agulha, não brinque com ela.



Oração de Maria Padilha Rainha das Sete Encruzilhadas


Senhora Maria Padilha com seus sete punhais,

Corte do meu caminho todo o tipo de ações maléficas,

Que meus inimigos sejam eles visíveis ou invisíveis 

Não tenham o poder de me fazer mau.

De seus pensamentos não sairão nenhum tipo de agressão

com qualquer arma que seja,

porque Maria Padilha é minha defensora

e agora eu rogo que vá ao inferno, na kalunga, na estrada,

na porta das igrejas, nos botequins,

dá uma girada e descobre pra mim se alguém me deseja mau,

que a senhora gire e retorne o mau pra cima de quem mandou.

Corte com a sua espada de prata, a inveja, queimação, 

calúnias e feitiçarias.

Se meu inimigo estiver em pé, ponha ele ajoelhado

nos poderes de Maria Padilha e se continuar a me perseguir

sofrerá sete mil agulhadas no coração e não terá forças

e nem poder para me fazer o mau.

Salve Maria Padilha de todos os portais

Salve Maria Padilha Rainha de Lúcifer.