quinta-feira, 30 de agosto de 2012

POVOS DE EXU



Em cada reino existem 9 povos, sendo um total de 63 povos de Exu. A seguir oferecemos uma lista com os povos que pertencem a cada reino:


REINO DAS ENCRUZILHADAS.



1) Povo da Encruzilhada da Rua -Chefe Exu Tranca Ruas
2) Povo da Encruzilhada da Lira -Chefe Exu Sete Encruzilhadas
3) Povo da Encruzilhada da Lomba -Chefe Exu das Almas
4) Povo da Encruzilhada dos Trilhos -Chefe Exu Marabô
5) Povo da Encruzilhada da Mata -Chefe Exu Tiriri
6) Povo da Encruzilhada da Calunga -Chefe Exu Veludo
7) Povo da Encruzilhada da Praça - Chefe Exu Morcego
8) Povo da Encruzilhada do Espaço - Chefe Exu Sete Gargalhadas
9) Povo da Encruzilhada da Praia - Chefe Exu Mirim



REINO DOS CRUZEIROS



1) Povo do Cruzeiro da Rua -Chefe Exu Tranca Tudo
2) Povo do Cruzeiro da Praza -Chefe Exu Kirombó
3) Povo do Cruzeiro da Lira -Chefe Exu Sete Cruzeiros
4) Povo do Cruzeiro da Mata -Chefe Exu Mangueira
5) Povo do Cruzeiro da Calunga -Chefe Exu Kaminaloá
6) Povo do Cruzeiro das Almas -Chefe Exu Sete Cruzes
7) Povo do Cruzeiro do Espaço -Chefe Exu 7 Portas
8) Povo do Cruzeiro da Praia -Chefe Exu Meia-Noite
9) Povo do Cruzeiro do Mar -Chefe Exu Calunga (Calunga grande)



REINO DAS MATAS


1) Povo das Árvores -Chefe Exu Quebra Galho
2) Povo dos Parques -Chefe Exu das Sombras
3) Povo da Mata da Praia -Chefe Exu das Matas
4) Povo das Campinas -Chefe Exu das Campinas
5) Povo das Serranias -Chefe Exu da Serra Negra
6) Povo das Minas -Chefe Exu Sete Pedras
7) Povo das Cobras -Chefe Exu Sete Cobras
8) Povo das Flores -Chefe Exu do Cheiro
9) Povo da Sementeira -Chefe Exu Arranca Tôco


REINO DA CALUNGA


1) Povo das Portas da Calunga -Chefe Exu Porteira 2) Povo das Tumbas -Chefe Exu Sete Tumbas 3) Povo das Catacumbas -Chefe Exu Sete Catacumbas 4) Povo dos Fornos -Chefe Exu da Brasa 5) Povo das Caveiras -Chefe Exu Caveira 6) Povo da Mata da Calunga Chefe Exu Calunga (conhecido também como Exu dos Cemitérios) 7) Povo da Lomba da Calunga -Chefe Exu Corcunda 8) Povo das Covas -Chefe Exu Sete Covas 9) Povo das Mirongas e Trevas -Chefe Exu Capa Preta (conhecido também como Exu Mironga)


REINO DAS ALMAS


1) Povo das Almas da Lomba -Chefe Exu 7 Lombas
2) Povo das Almas do Cativeiro -Chefe Exu Pemba
3) Povo das Almas do Velório -Chefe Exu Marabá
4) Povo das Almas dos Hospitais -Chefe Exu Curadô
5) Povo das Almas da Praia -Chefe Exu Giramundo
6) Povo das Almas das Igrejas e Templos -Chefe Exu Nove Luzes
7) Povo das Almas do Mato -Chefe Exu 7 Montanhas
8) Povo das Almas da Calunga -Chefe Exu Tatá Caveira
9) Povo das Almas do Oriente -Chefe Exu 7 Poeiras


REINO DA LIRA


1) Povo dos Infernos -Chefiado por Exu dos Infernos
2) Povo dos Cabarés -Chefiado por Exu do Cabaré
3) Povo da Lira -Chefiado por Exu Sete Liras
4) Povo dos Ciganos -Chefiado por Exu Cigano
5) Povo do Oriente -Chefiado por Exu Pagão
6) Povo dos Malandros -Chefiado por Exu Zé Pelintra
7) Povo do Lixo -Chefiado por Exu Ganga
8) Povo do Luar -Chefiado por Exu Malé
9) Povo do Comércio -Chefiado por Exu Chama Dinheiro


REINO DA PRAIA.



1) Povo dos Rios -Chefiado por Exu dos Rios
2) Povo das Cachoeiras -Chefiado por Exu das Cachoeiras
3) Povo da Pedreira -Chefiado por Exu da Pedra Preta
4) Povo do Marinheiros -Chefiado por Exu Marinheiro
5) Povo do Mar -Chefiado por Exu Maré
6) Povo do Lodo -Chefiado por Exu do Lodo
7) Povo dos Baianos -Chefiado por Exu Baiano
8) Povo dos Ventos -Chefiado por Exu dos Ventos
9) Povo da Ilha -Chefiado por Exu do Côco


POMBA GIRA / BOMBO GIRA / EXU MULHER



Chamada de Pomba gira, Pombo Gira, Bombo gira, Exu mulher ou ainda Bombo gira é conhecida com entidade feminina. Esta forma de chamar para Ela é sem dúvida pela influência banta (Angola). A Entidade banta Aluvaiá Pomba gira foi então submetida à Entidade iorubana Exu, sendo colocada como sua mulher.
Diz-se que a Pomba gira representa o poder feminino feiticeiro, comparável com as Iyámi Oxorongá dos Iorubá. Ela pode ter muitos maridos, que se tornam seus "escravos" ou empregados. Todas as Entidades são duplas, é dizer, cada uma delas pode se apresentar em baixo da aparência de homem ou mulher. Por seu lado, os Exu homens podem ter muitas mulheres, as quais passam a ser suas escravas ou empregadas. É muito comum usar o número 7 (sete) para dizer quantas mulheres ou homens pode ter uma Entidade, isso é assim, por ser um número cabalístico e mágico.

Cada Exu homem tem sua parte feminina ou contrapartida, que na verdade são a mesma Energia em baixo de aparências distintas, temos assim:

Exu Rei das Encruzilhadas / Pomba gira Rainha das Encruzilhadas;

Exu das Matas / Pomba giras das Matas;

Exu Giramundo / Pomba gira Giramundo;

Exu do Cravo Vermelho / Pomba gira da Rosa Vermelha;

Exu Mulambo / Pomba gira Maria Mulambo;

Exu Sete Capas / Pomba gira Sete Saias;

Exu 7 Estrelas / Pomba gira 7 Estrelas; etc.

Cada pessoa tem pelo menos um par de Exús que age e mora perto dela desde o dia do nascimento. Que um homem tenha como Guia uma Pomba gira (que incorpore nele) não quer dizer que ele vai se tornar homossexual, ou vai mudar seu gosto pelas mulheres, como muitos pensam; nada disso, ele vai seguir sendo o mesmo homem de sempre. O mesmo é para as mulheres que tiverem um Exu. Isso é para os casos onde se puxa somente uma das duas Entidades que possui cada um como mínimo, pois existem muitas casas onde são puxadas a dois (Exu homem e Pomba gira), sendo que tampouco eles vão influir na definição sexual da pessoa. O que acontece é que muitos se aproveitam para colocar as culpas em Exu. Pode acontecer também que alguma pessoa tenha duas pomba giras e dois Exús, um par de Exús que estava submetido aos espíritos evangelizados e que logo após foi liberada, e uma parelha de Exús que se apresentou.

Quando incorporada no cavalo, a pomba gira mostra-se quase sempre bonita, feminina, amável, elegante, sedutora, mais também tem vidência, é certeira e sempre tem algum conselho para aqueles que estão sofrendo por um amor. Ela gosta das bebidas suaves: vinhos doces, licores, cidra, champanhe, anis, etc. E gosta dos cigarros e cigarrilhas de boa qualidade, assim como também lhe atrai o luxo, o brilho e o destaque. Usa sempre muitos colares, anéis, brincos, pulseiras, etc. Sendo que existem milhares de pomba giras, e que cada uma tem sua própria pessoalidade, e torna-se muito difícil uma descrição geral.
Suas oferendas levam ovos, maçãs, morangos, perfumes, pentes, espelhos, flores (especialmente rosas nunca botões), bebidas, cigarros, etc.

As principais pomba giras em ordem hierárquica são as correspondentes às sete passagens da representação feminina de Exu Rei, Pomba gira Rainha, após temos 63 pomba giras chefas, sendo cada uma delas a contrapartida de algum dos Exu chefes que já apresentamos na parte onde falamos dos povos de Exu.
As funções principais de Pomba gira são as de ajudar os seus em todos os casos de amor, mas também é usada a sua força para desmanchar feitiços, para pedir proteção e curar várias doenças.


GENERALIDADES DE ALGUNS EXUS


Deixamos claro que quando falamos de alma encarnação de um determinado Exu, isso não indica que faz alusão a todos os que se apresentam com este nome, sendo que se trata de um caso específico sobre o qual estamos falando. Os Exús que chegam aos médiuns são pessoais, portanto, suas vivências e encarnações são únicas. Devem sim, ter algo em comum com a falange da qual representam e também possuir uma base sólida.
Tenho constatado que muitas narrativas baseadas em dados por algum Exu pessoal têm se estendido e se generalizado para todos os que chegam com este nome em outros médiuns, o que é um erro.

História da Pomba Gira Maria Padilha




A verdadeira história desta entidade ainda não esta comprovada de fato! Porque devido a várias histórias contadas e publicadas sempre deixa um fecho para inúmeras controvérsias. Já faz um bom tempinho que venho lendo e pesquisando histórias de Maria Padilha ou ( Maria de Padilha) que vem a ser o verdadeiro nome da amante rainha do Rei de Castela.

A história conta que Maria de Padilha era uma jovem muito sedutora que foi viver no reinado de Castela como dama de companhia de D. Maria, mãe de D. Pedro I de Castela ( O cruel ) . Sendo que esta moça tinha um tutor e este responsável e tio da bela donzela, que também era herdeira de sangue nobre, devido a influencia de seu pai na corte espanhola.

A lenda conta que D.Pedro de Castela já estava noivo de D. Blanca de Bourbom, uma jovem pertencente a corte francesa, que foi enviada para Castela para casar-se com D. Pedro porque este estava já para assumir o Reinado do pai, no ano 1350.

D. Maria de Padilha e o Rei de Castela depois de apresentados, fulminaram-se de paixão um pelo outro e mesmo as escondidas começaram um grande caso de amor, onde sabiam que jamais seria aceito D.Pedro I de Castela, não queria casar-se com D. Blanca de Bourbom, mais este casamento traria excelentes benefícios políticos para a corte Espanhola e Portuguesa.

Dizem que Maria de Padilha, trabalhava na magia com um judeu cabalista e que este a ensinou muitas magias e através destas... conseguiu dominar o Rei de Castela completamente. Conta a história que ela foi uma das grandes responsáveis pelo o abandono ou morte de D. Blanca de Bourbom pelo rei, digo abandono ou morte porque ainda é uma história muito confusa... alguns livros indicam que D. Blanca foi decapitada ao mando do Rei... outros apenas citam que ela foi abandonada por ele e devolvida a sua família na França por ele ter assumido seu amor por Maria de Padilha.

Maria de Padilha de Castela, depois do sumiço de D. Blanca passou a viver com o Rei em seu castelo em Sevilha, palácio que foi construído e presenteado a Maria de Padilha pelo seu amado rei de Castela.

Maria Padilha deu quatro filhos ao rei de Castela sendo que o primogênito morreu em idade tenra.
Ao contrario do que conta muitas histórias publicadas desta grande personagem, Maria Padilha morreu antes do Rei de Castela e este fez seu velório e enterro como de uma grande rainha, fez com que seu súditos beijassem as mãos do corpo falecido por peste negra e a enterrou nos jardins de seu castelo.

O Rei anunciou ao sei reinado que havia casado com D. Maria Padilha as escondidas e que queria que seu filhos com ela fossem reconhecidos como herdeiros do trono e que a imagem de Maria Padilha diante do povo fosse de uma Grande Rainha.

Um ano mais tarde o rei veio a casar-se de novo, mais nunca escondeu que o grande amor de sua vida tinha sido D. Maria Padilha, os contadores contavam que o feitiço lançado ao rei pela poderosa Padilha seria eterno! pela família e tampouco pela corte. Alguns anos depois o Rei de Castela veio a falecer pelas mão de seu meio irmão bastardo que acabou assumindo o seu posto de Rei de Castela... o corpo do rei deposto foi enterrado a frente da sepultura de sua Amada Rainha Padilha, onde foram construídos duas estátuas uma em frente a outra, para que mesmo na eternidade os amados nunca deixassem de olhar um pelo outro.

Dizem que a entidade de Maria Padilha, na sua primeira aparição, foi em uma mulata no tempo da corte de D.Pedro II no Brasil, onde esta mulata em um sessão da Catimbó... recebeu uma entidade muito feiticeira e faceira que se apresentou com D. Rainha Maria Padilha de Castela e contou a sua história e que depois dela outras Padilhas viriam para fazer parte da sua quadrilha.

Dizem que depois desta anunciação de D. Maria Padilha, ela só voltou mais uma ou duas vezes e que não mais chegaria na terra por sua missão presente estar cumprida, mais que por castigo de Jesus e por mando do Rei das Encruzilhadas ela ainda permaneceria na terra e confins, comandando a sua quadrilha de mulheres e exus para todos os tipos de trabalhos... Depois disto, nunca mais ninguém voltou a ver ou assistir a curimba desta poderosa entidade rainha das giras. 

Há muitos pais de santo e estudiosos que dizem que D. Rainha da Sete Encruzilhada é D. Maria Padilha de Castela, por ter sido ela eleita a Rainha de todas as giras, mais esta desconfiança, ainda não foi esclarecida, nem pelas próprias identidades que trabalham com D. Rainha das Sete Encruzilhadas. Esta desconfiança gerou porque D. Padilha de Castela se titulava Rainha e sempre saudava as sete encruzilhadas, onde morava o seu rei e de onde ela reinava.


Tranca Ruas



Antes de mais nada queremos contar por que o nome que este chefe de falange tem o nome de Tranca-Ruas.

Disse ele: "Na rua vive o homem sem lar; na rua vive o bêbado; a rua é o escritório do ladrão; na rua existe a droga e o vício; na rua está o desamparado; na rua vive a meretriz; na rua anda o desesperado; a rua é habitada por todos os marginais. Eu tranco toda esta infelicidade."

É alto, forte, veste uma camisa de seda branca, calças pretas, sapatos finos e de verniz, cabelos belíssimos, cacheados e castanhos bem claros, olhos azuis, às vezes cinzas, com os quais costuma encarar as pessoas ou adversários, de forma quase hipnótica.

Sua grande força vem do cemitério, especificamente da cruz das almas.
Seus protegidos têm uma força poderosa ao seu lado.
Tem relação direta com Ogum, razão porque todas as pessoas desta linha são, por ele considerados, seus filhos.
Por ser o Exú o espírito intermediário, ligação entre o mundo espiritual e o material, ele representa o equilíbrio.



Oração a Tranca Ruas



Faço reverência a vós mistério sagrado da criação,
Vós que SOIS a manifestação do divino,
Peço que nesta noite possa se manifestar entre nós,
CONFORME nosso merecimento.
No seu poder, na sua força, e na sua magnitude,
Pelo caminho tripolar que emana de VÓS,
Pelo caminho que só vós conheceis,
Pela força que só a vós pertenceis,
E pelo poder de trancar a VÓS concedido,


Eu peço:
Que as trevas que habitam em mim sejam trancadas,
Que o ódio e o sentimento impuro que emana da minha alma sejam trancados,
Que a falsidade que exala dos meus poros seja trancada,
Que o rancor e a miséria que habitam o meu coração sejam trancados,
Que a dissimulação e a superficialidade que nasce da minha língua sejam trancados,
Que o egoísmo e a maldade que transcendem da minha mente sejam trancados,
Que a palavra torta que sai da minha boca e o pensamento roto que sai da minha cabeça contra o próximo sejam trancados,
Que a capacidade que os meus olhos têm de amaldiçoar e destruir sejam trancados,
E assim, fonte primária da criação, assim que Trancar a tudo isso no seu âmago, pois é na vossa essência que tudo isso se desvitaliza, peço a VÓS que:


Destranque todas as portas do meu caminho,
Destranque todas as passagens da minha jornada,
Destranque toda prosperidade material e espiritual,
Destranque o meu coração das amarguras,
Destranque o meu sustento de cada dia,
Destranque os meus corpos espirituais e o meu corpo material da agonia, do desespero e da aflição que me assolam na calada da noite,
Destranque o meu emprego, o meu negócio e a minha morada material,
Destranque o martírio familiar pelo qual eu tenho passado,
Destranque os meus olhos para as maravilhas do mundo espiritual,
Destranque a minha liberdade!
Pois vós, Força Sagrada do Divino Criador, é o portador supremo da Vitalidade!
Salve o Mistério Tranca-Ruas!!!



Detalhes sobre a vida de tranca rua das almas



Seu nome foi Geraldo, mais a alguns dias descobri seu sobrenome Branco Compostella , bem Tranca Ruas não foi de fato um médico como se diz nas letras de seus pontos, ele foi na verdade uma especie de curandeiro, sua especialidade era a extração de dentes, trabalhava com ervas virgens e em especial com cascas de uma árvore que tinha próximo ao seu castelo, era um homem muito rico nascido em berço de ouro, Geraldo quando jovem tinha vontade de se tornar um padre em um mosteiro em sua cidade (Galícia ,na Espanha), todo esse sonho foi interrompido durante uma missa cujo qual ficou em seu pensamento um distinta senhora que havia ido se confessar.

Ele passou então a frequentar a todas as missas, tentando desesperadamente encontrar essa mulher, depois de um mês quando estava na ante sala da igreja ele ouviu uma voz suave chamando pelo padre, e para sua surpresa era a tal mulher. Sem pensar em nada fingiu ser o padre, a mulher então beijou lhe a mão e pediu para que ele lhe perdoasse seus pecados, ela disse a ele que a bruxaria fazia parte de sua vida e nada poderia fazer para afasta la de seus caminhos e que estava saindo daquela cidade por que temia que a inquisição a julgasse, nesse mesmo momento Geraldo se calou e disse a mulher, desde que te vi pelas missas não consigo pensar em outra coisa a não ser você, não sei se estou enfeitiçado ,mais o que sinto é mais que o suficiente, e se você vai sair desta cidade que seja comigo.

Geraldo voltou a seu castelo,vendeu todos os seus bens e nunca mais voltou a cidade de Galícia, ele foi morar com Maria e começou a se envolver demais com os segredos do oculto, logo Geraldo passou a se tornar um mestre na arte de enfeitiçar, e passou para o lado da magia negra,com medo de perder Maria, Geraldo selou um pacto com o diabo para que a mesma fosse para sempre sua e de nenhum outro homem.

Sua alma passou a ser do diabo, que cobrava cada vez mais pelo seu feito, alguns anos se passaram e Maria adoeceu, nenhum feitiço era capaz de lhe devolver a saúde, Geraldo desesperado pensando perder sua amada mais uma vez recorreu ao diabo, porem disse a ele, que se fizesse o que ele queria seu preço seria cobrado apos a morte de Maria, Geraldo sem pensar aceitou, na manhã seguinte Maria se levantou e nada mais tinha, ela viveu intensamente somente mais três dias, falecendo queimada por uma vela que incendiou todo o casebre.

Por culpa de Geraldo, Maria não conseguia descansar em paz, seu espirito ficou perdido junto com as almas sem luz, e Geraldo dedicou seus últimos dias a buscar um jeito de livrar a alma de sua amada, ele morreu logo depois de desgosto, e o diabo levou sua alma, após sua passagem tornou se o guardião das almas sem luz que tentam se livrar dos caminhos escuros, por isso seu nome Tranca Rua das Almas. Hoje sua missão é levar ajuda a quem esta perdido, e ele também guarda os espíritos zombeteiros afim de que paguem seus pecados, para voltarem, reencarnarem. Essa é a historia de tranca rua das almas.

"Na sombra e na luz ,tranca rua me conduz"


segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Maria Padilha das Sete Calungas

França, final do século dezenove. Juliette estava desesperada. Aos dezessete anos, filha de nobres franceses estava prometida em casamento para o jovem Duque D'areaux.

Por coisas que somente à vida cabe explicar, havia se apaixonado por um dos cavalariços de sua propriedade. Entregara-se a essa paixão de forma avassaladora o que culminou na gravidez que já atingira a oitava semana.

Somente confiara o segredo à velha ama Marie, quase uma segunda mãe que a vira nascer e dela nunca se afastara, que a aconselhou a fugir com Jean, seu amado. Procurado, o rapaz não fugiu à sua obrigação e dispos-se a empreender a fuga. Sairiam a noite levando consigo apenas a ama, que seria muito útil à moça, e os cavalos necessários para os três. Perto da meia-noite, Juliette e Marie esgueiraram-se pelo jardim e dirigiram-se até o ponto em que o jovem as esperava. Rapidamente montaram e partiram.
Não esperavam, contudo, que um par de olhos os espreitasse. Era Sophie a filha dos caseiros, extremamente apaixonada por Jean. Percebendo o que se passava, correu até a grande propriedade e alertou aos pais da moça sobre a fuga iminente. Antoine, o pai de Juliette, imediatamente chamou por dois homens de confiança e partiu para a perseguição. Não precisaram procurar por muito tempo. A falta de experiência das mulheres fazia com que a marcha dos fugitivos fosse lenta. Antoine gritou para que parassem.

Assustado Jean apressou o galope e o primeiro tiro acertou-o no meio das costas derrubando-o do cavalo. Juliette correu para o amado gritando de desespero quando ouviu o segundo tiro. Olhou para trás, a velha ama jazia caída sobre sua montaria. Sem raciocinar no que fazia puxou a arma de Jean e apontou-a para o próprio pai. - Minha filha, solte essa arma! - assim dizendo aproximava-se dela. Juliette apertou o gatilho e o projétil acertou Antoine em pleno coração. Os homens que o acompanhavam não sabiam o que fazer.

Aproveitando esse momento de indecisão a moça correu chorando em total descontrole. Havia uma ponte à alguns metros dali e foi dela que Juliette despediu-se da vida atirando-se na água gelada. A morte foi rápida e nada se pode fazer. Responsável direta por três mortes (a dela, do pai e da criança que trazia no ventre) causou ainda, indiretamente mais duas, a de Jean e da ama. Triste destino aguardava o espírito atormentado da moça. Depois de muito vagar por terrenos negros como a noite e conhecer as mazelas de incontáveis almas perdidas encontrou um grupo de entidades que a encaminhou para a expiação dos males que causara. Tornou-se então uma das falangeiras de Maria Padilha. 

Hoje em nossos terreiros atende pelo nome de Maria Padilha dos Sete Cruzeiros da Calunga, onde, demonstrando uma educação esmerada e um carinho constante atende seus consulentes sempre com uma palavra de conforto e fé exibindo um sorriso cativante.

Laroiê Exu Mulher, Salve dona Maria Padilha.


EXU CORCUNDA


Exu Corcunda "nasceu" na Espanha, e foi criado por uma família muito devota e católica, estudou em grandes colégios, sempre regado a uma vida de luxo e sofisticação.

Quando completou 18 anos, Corcunda foi fazer faculdade, este se formou em direito, mas por pressão da família, por este levar uma vida que eles mesmo denominavam de errante. Foi obrigado por seus pais para se formar padre, após anos de estudo, Ele foi ordenado padre, mas naquela época dava-se inicio a Santa Inquisição Espanhola, na qual um dos atributos era exterminar a povo cigano que tomava conta da Espanha. Por conhecer leis, e ter se formado em direito Exu Corcunda foi nomeado juiz de inquisição, o qual praticou diversos crimes, detendo grande ódio por aqueles que não seguia seus princípios católicos, condenando ciganos, feiticeiros e pessoas que não praticassem a fé católica sem ao menos dar chance de defesa aos acusados.

Passado vários anos, seu pai já estava com idade avançada, e este em leito de morte revelou que Corcunda não era seu filho, que este foi deixado na porta por uma família pobre, disse ainda seu pai que esta família era retirante do Egito que estes seguiam a fé cigana.

A cólera e a ira tomaram conta de Corcunda e este se rebelou contra seu "pai" e principalmente contra a igreja. Mas isto não bastou pois o que mais lhe perseguia foram seus atos errôneos.

E a partir daquele dia Exu Corcunda jurou nunca mais praticar uma injustiça e sempre lembrar de seu passado, o povo que ele tanto odiou agora era o povo que ele fazia parte. Por deixar os  dogmas católicos de lado, foi morto por mais um dos inúmeros julgamentos injustos da Santa Inquisição.

No espiritual este faz parte de uma falange comandada pelo Exu Gira-Mundo, trabalhando ao lado dos Exus Meia-Noite e Mangueira. Trabalha com causa de justiça pois vibra no pólo negativo do Orixá Xangô.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

OS 7 REINOS DE EXÚ



Existem sete reinos, sendo sua organização remanescente das organizações tribais em reinos na África Banto. Cada Reino é composto por nove povos de Exu, sendo que cada povo é comandado por um Exu Chefe.


1) Reino das Encruzilhadas


Que sendo chefiado por Exu Rei das Sete Encruzilhadas e Pomba gira Rainha das Sete Encruzilhadas, governa todas as passagens dos Exús que ali trabalham. Sua função principal é abrir caminhos para os outros Guias chegarem e também para os filhos e fregueses.



2) Reino dos Cruzeiros


Chefiado pelo Exu Rei dos Sete Cruzeiros e Pomba gira Rainha dos Sete Cruzeiros, governa todas as passagens dos Exús que trabalham nos cruzeiros (não confundir com encruzilhada).


3) Reino das Matas


Chefiado pelo Exu Rei das Matas e Pomba gira Rainha das Matas. Governa todos os Exús que trabalham nas matas ou locais que tenham árvores a excepção do Cemitério, que pertence a outro reino.



4) Reino da calunga Pequena (Cemitério)


Governado pelo Exu Rei das Sete calungas ou calungas e Pomba gira Rainha das Sete calungas. Esses Exús também são chamados pelo nome de Rei e Rainha dos Cemitérios. Geralmente quando se diz calunga nas giras é para nomear ao cemitério. Trabalham neste reino todos os Exu que moram dentro dos cemitérios exclusivamente.



5) Reino das Almas


Chefiado por Exu Rei das Almas Omulu e Pomba gira Rainha das Almas. Eles também são conhecidos por Rei e Rainha da Lomba, porque governam todos os Exús que trabalham em locais altos. Porém, os Exús deste reino também trabalham em hospitais, morgues, etc.



6) Reino da Lira


Os chefes deste reino são muito mais conhecidos por seus nomes sincréticos: Exu Lúcifer e Maria Padilha, sendo na verdade seus nomes Exú Rei das Sete Liras e Rainha do Candomblé (ou Rainha das Marias). Seus apelidos mostram justamente sua afinidade pela dança, a música e a arte (lira e candomblé). Dentro do reino da Lira, que também às vezes é chamado "reino do candomblé" não pelo culto africanista aos orixás, senão por ser essa palavra o sinonimo de dança e música ritual. Trabalham aqui todos os Exús que tem que ver com a arte, a música, poesia, boémia, artes ciganas, malandragem, etc.



7) Reino da Praia


Governado por Exu Rei da Praia e Rainha da Praia. Dentro dele encontram-se todos os Exús que trabalham nas praias, perto da agua o ainda dentro dela, podendo ser salgada ou doce.


segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Exú da Meia Noite



O Exu da Meia noite que conhecemos foi um negro descendente de escravos, que vivia em Minas Gerais. Sua especialidade é a de praticar feitiços ou trabalhos que são efetuados sob a influência dos planetas, as estrelas e suas posições. E prefere, como seu nome o diz, receber oferendas e fazer trabalhos à meia-noite, mais não o que marca no relógio, e sim a mágica, aquela que se calcula dividindo as horas do dia em que há luz solar e encontrando justamente sua metade.
Gosta de beber Whisky e fuma charutos. Sua vestimenta é totalmente de cor negra, com alguns tons vermelhos. Traje negro, chapéu e às vezes traz uma capa.


Alguns de seus caminhos são:


  • Exu Meia Noite da Kalunga
  • Exu Meia Noite das Almas
  • Exu Meia Noite da Praia
  • Exu Meia Noite do Mar
  • Exu Meia Noite do Oriente
  • Exu Meia Noite das 7 Encruzilhadas
  • Exu Meia Noite da Capela
  • Exu Meia Noite do Cruzeiro
  • Exu Meia Noite da Mata


domingo, 19 de agosto de 2012

Pombo Gira Sete Rosas


A Pombo gira Sete Rosas pertence à falange de Dona Rosa Caveira. É uma Pombagira bastante misteriosa e reservada. Costuma preparar muito bem seu médium, antes de se apresentar. Quando incorporada, trabalha sempre com sete rosas vermelhas, que o médium deve levar, tirando todos os espinhos. Costuma ficar no meio do terreiro, dançando suavemente, e fazendo sua magia, sempre com uma de suas rosas nas mãos. Gosta em suas roupas, das cores vermelha e roxa ou preta e roxa. É uma pombo gira conhecedora da magia e poderosa para quebrar feitiços. Ainda não tenho autorização para revelar detalhes de sua vida, que a levaram a essa escolha. Se quer agradá-la, leve sete rosas vermelhas abertas, a um médium que trabalhe com ela, a um terreiro que aceite receber oferendas, ou a uma encruzilhada em T.

sábado, 18 de agosto de 2012

Pombo Gira Rainha Domitila



Nasceu no ano de 1733 e faleceu no ano de 1786. Tratava-se de uma senhora baixa, de pele clara, olhos e cabelos castanhos claros. Pertence a nação Aluaiê. Seus alimentos preferidos são os mesmos que os do Tranca Rua. Sua missão na terra é cuidar das pessoas em geral. Entregam-se suas oferendas em todos os lugares.


Características


Bebida:   Champanhe e marafa com amora
Fuma:   Cigarros ou Cigarrilhas
Símbolos:   as estrelas, as cartas, chicote de 7 fios, um tridente e um sino
Vela:          Marrom, roxo e vermelho


Pontos Cantados


Pomba-gira linda, pomba-gira é
a Domitila rainha do candomblé.
Vem fazer feitiço, vem fazer amor,
e com seu feitiço aliviar minha dor.


Exú Gira Mundo



Seu Gira-Mundo é de serventia de Xangô, trabalha no corte de negativos e desmancho de trabalhos de baixa magia cortando correntes numa situação tormentosa, de correntes de atrito de ordem astral percebendo-se males cardíacos; desenrola (dentro da linha justa) casos arrastados na justiça tendo trabalhos de magia interferindo no andamento e descarga e desimpregnação nos filhos de Xangô. Pode-se dizer que ele é o "machado" de Xangô é a lâmina do corte da justiça divina de Xangô, o grande executor.
 
Este Exu não é muito fácil de se ver em terra, pois seus aparelhos de ação são muito cobrados por este grande Maioral, este Exu é a solidificação do fogo sagrado, um grande justiceiro e manipulador das energias do fogo. Como todo maioral este Exu é incompreendido, pois por serem os justiceiros cármicos são a linha de frente da justiça de Xangô "quem deve paga, quem merece recebe"


Ponto a Exu Gira-Mundo


Girou,girou
Girou,girou
Girou Exu Gira-Mundo
Girou,girou
Girou,girou
Exu, que vence demanda
É rei na encruza
Saravá Umbanda


____________________________


Seu Gira-Mundo é amigo e camarada
Seu Gira-Mundo é amigo e camarada
Ele sempre lhe dá tudo, mas nunca fica sem nada
Ele sempre lhe dá tudo, mas nunca fica sem nada

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Exú do Lodo



O Exu do Lodo é uma falange de Exus ligados as Almas, ao Orixá Omulu, mas  que poucos sabem é que ele está intimamente ligado a Nanã e a Iemanjá, pois sua energia telúrica se funde coma energia aquosa.
Os espíritos desta linha se apresentam curvos e com dificuldades pois sua energia é pesada e todos usam aparência de velhos, velhos feiticeiros. A maioria dos espíritos desta linha foram, Padres, Bispos, Bruxos, Magos e Feiticeiros.
São grandes curadores e tem um grande poder de alquimia, são protetores dos cientistas e dos alquimistas.É difícil achar médiuns que entrem em contato com esta energia pois é bem pesada e requer muito dos seus médiuns.
Exu do Lodo é um dos sentinelas das almas, enviado direto de Omulu que trabalha na transmutação de energias, transformando o chumbo em ouro, o lado negativo em positivo. Motivo de usar muito a cor preta que representa a transformação.

Ligado também aos Orixás das Águas, Yemanjá, Oxum e Nanã. Trabalha com as coisas que estão estagnadas, manipula as energias paradas, os processos sem andamento, sem horizontes. Promove grande limpeza e descarrego tirando as pessoas das doenças, principalmente as de pele, e das misérias. Possui grande poder mágico pois trabalha no encontro das águas com a terra e as pedras onde se forma o lodo, tirando destes elementos todo subsídio.


Pontos Cantados


Na praia deserta eu vi Exu
Então o meu corpo tremeu todo. (bis)
Acendi minha vela o meu charuto
Arrie minha marafo
Saravei Exu do Lodo (bis)

Lenda

Diz a lenda, que uma vez estabelecida a Kimbanda, Exú Rei e sua esposa, decidiram andar pelo mundo para verificar o trabalho que realizavam seus súditos (ou seja, os Exus) e dessa maneira, comprovar se eles eram fiéis no cumprimento as regras ou não. Para fazer isso, disfarçaram-se, ocultando seu ricos adornos para poderem passar despercebidos.

Em uma ocasião, Pomba Gira Rainha caminhando por uma trilha, defrontou-se com um enorme pântano, sujo e podre, o que lhe impediu de continuar sua ronda. (Não se esqueça que os Exus nunca voltam para trás, eles não caminham sobre os seus próprios passos).

Enquanto decidia como fazer para atravessa-lo, apareceu a sua frente um homem de estatura média, com o perfil de um ermitão, bastante despenteado e aparentando ser anti social. Apesar de sua imagem sombria, coberta por uma enorme capa escura, parecia não coexistir com aquele lugar.

Ela se assustou bastante a principio, mas ficou lisonjeada com o gesto educado daquele homem, que rapidamente retirou a sua capa e jogou sobre o lago que ela pudesse passar, podia ver nos olhos dele um interminável desolação.

A Rainha caminhou por sobre a longa capa e seguiu seu caminho sem olhar para trás. Atônito, fascinado pela beleza desta estranha mulher que nunca tinha visto, mas ele estava certo, nunca se esqueça de, pela primeira vez tinha sido no amor. Ele não sabia quem era ELA. Ela não pode imaginar a sua ansiedade: não foi fácil ser o guardião daquele lugar. Nenhuma mulher gostaria de acompanha-lo no seu esforço. Como recompensaria sua educação e respeito ? de que maneira poderia melhorar a sua vida?

Após a conclusão da sua viagem, chegou ao palácio e disse ao seu marido o que ela tinha descoberto. "Existe um ser nobre - lhe digo - que cuida de um pantanal imundo. Quando uma pessoa chega a esse charco pestilento, do nada ele vem e te ajuda a pessoa a superar obstáculos tremendos. Eu vi a tristeza em seus olhos para ter uma local como aquele para atendimento, mas, no entanto, faz o seu trabalho com cuidado e sem soluçar. Sua figura, curva, malcheirosa e bruto, mas é humilde e cortes.

Interessado no vizinho, Exú Rei queria convida-lo para uma celebração que iria fazer em sua casa para no final do mês. Sua intenção era premia-lo por sua abnegada dedicação à missão que lhe tinha sido encomendada e pelo respeito a sua esposa. E em sua busca, ordenou ao general de seu exército, Senhor Tranca Ruas.

Uma vez reunidos na Mansão Real, qual não seria a surpresa de Exu do Lodo ao notar que a esposa de seu soberano era a mulher que ele amou profundamente! E a dor, ao mesmo tempo, porque, em menos de uma fração de segundo deveria ser retirado de sua mente. Não podia sequer imaginar que, uma vez que ele sentindo-se atraído por ela.

Naquela noite, Exú Rei o condecorou e lhe deu a honra de se sentar-se à sua direita. E desde então ocupa este lugar, mantendo a base do trono de seu monarca.

Pomba Gira Rainha, em seguida, dá-lhe um lenço perfumado com seu aroma, e solicita que você guarde suas lágrimas, e depois, ao retornar para o seu local, jogue-o no meio do pântano. Ela lhe agradece pela respeito e ternura, e promete ajudá-lo a sair da solidão em que se encontra.

Naquela noite, enquanto voltava para o seu território, cabisbaixo, pensou: Como poderia ser feliz vivendo no lodo! nenhuma mulher queria juntar-se a mim em meu trabalho. Ao chegar, jogou o lenço sobre a lama e ficou a observar a lua que o cobria com a sua luz prateada. Saiam do lenço todas as suas lágrimas e espalharam-se por sobre o pântano, espalhadas como um colar de pérolas que desmanchava. Na manhã seguinte, ao observar o local onde ele tinha atirado o lenço tinha começado a crescer uma planta, e que as suas lágrimas dispersas, eram botões florais que começaram a pressagiar uma nova era. Era fim de inverno, e a primavera produzia milagres mesmo através da lama.

Foi a primeira vez reparou as flores. Considerou um presente de sua Sra. Rainha e pôs-se a aspirar a fragrância do seu amor. Era o mesmo perfume de sua soberana, o qual, cuidaria a cada primavera.

Depois de algum tempo, a história repetiu-se com outro protagonista. Uma mulher que circulava por aquele mesmo caminho, e de repente estava próxima ao charco. Solicito como sempre, Exú do Lodo saiu de seu esconderijo e ofereceu-lhe o casaco dele. Ao olha-la, descobriu em seus olhos a simpatia que ele tanto buscava, e sem pensar duas vezes, cortou algumas de suas flores e ofereceu-as a linda mulher. Ela as aceitou, por sua vez, lançou uma gargalhada. Era, Maria Molambo, que desde então, passa a ser sua parceira e ficou a viver ao seu lado.

A moral desta história nos permite compreender os sentimentos mais profundos.
Quantas vezes devemos renunciar a alguns sonhos, reconhecendo que não podemos alcançá-los! E, que afortunados somos se podemos faze-lo, nos livramos de tantas dores de cabeça, de tantos contratempos, e que ao final, nos aguardam outras flores que possuem uma fragrância que ao senti-la, queremos te-la sempre ao nosso lado

A Educação, a obediência, o respeito e a renuncia de Exú do Lodo foram premiadas. Não somente se tornou o braço direito de Exu Rei, como também de toda a Kimbanda. Mas ele poderia encontrar o amor e ponha um fim a seus dias de pessimismo.

Isso aconteceu, de acordo com as entidades próximo ao inicio da primavera. Portanto, a celebração ocorre a cada 21 de setembro em todos os templos que tem como protetores os Reis da Encruzilhada.

Esta noite a festa é especial. Exú Rei volta a cada ano para reafirmar a sua atribuição ao seu leal súdito e o destaca com uma banda. Permanece junto a algum tempo e, no momento de despachar, eles caminham juntos para a porta do Terreiro, onde a direita do monarca, e sempre ajoelhado, espera a chegada da Pomba Gira Rainha. Uma vez que Exú Rei deu o passe a sua companheira, Exú do Lodo a toma pelo braço e juntos ingressam no salão de baile. sob uma chuva de pétalas de flores que os filhos de santo soltam no ar no momento, Saravando a presença de sua rainha, e aplaudindo, em ambas as entidades a quem paga seu tributo nesse dia à noite.


Maria Quitéria



Esta pomba-gira de fé é da mesma banda de Maria Padilha, é uma entidade muito forte que comanda uma falange muito grande de mulheres... pomba-gira Maria Navalhada é sua subordinada. Ela acompanha sete exus e se apresenta sempre quando bem incorporada como uma mulher forte e sem rodeios... ao contrário do que muitos pensam estas entidades apesar de serem muito sensuais... não costumam se insinuar a ninguém... a sensualidade faz parte da sua maneira de viver e é assim que elas se aproximam dos seus filhos de fé! 

Maria Quitéria aceita seus pedidos e oferendas nas encruzilhadas e cruzeiros... toma champanhe em taça, gosta de cigarrilhas longos, bijuterias, perfumes, velas vermelhas e toalha vermelha e preta... Suas oferendas tem que sempre estarem impecáveis... assim é esta exigente entidade.
A força energética de Maria Quitéria tem maior intensidade em trabalhos a serem executados com as Almas principalmente em Cemitérios e Montes, sendo quase sempre mensageira de Orixás como Iansã, Obá, e as vezes Ogum.
"Salve exú de banda, salve exu mulher, salve pomba-gira Maria Navalhada, salve sua rainha Maria Quitéria e toda a sua cambada

Caminhos

Maria Quitéria das 7 Encruzilhadas
Maria Quitéria da Calunga
Maria Quitéria das Almas
Maria Quitéria da Campina
Maria Quitéria do Cruzeiro
Maria Quitéria da Figueira
Maria Quitéria dos Infernos
Maria Quitéria das Sete Catacumbas

Características

Arma                      Navalha
Bebida                    Champanhes, Licores
Fuma                      Cigarros, Cigarrilhas longas
Lugar                      Cemitérios e Montes
Nome Cabalístico Lamia
Vela                         Vermelha, Preta


quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Exú Veludo



Exú Veludo pertence à Linha das Encruzilhadas. É assistente imediato do Exu Rei das 7 Encruzilhadas.Obedece á Ogun.
Seu ponto de força é no lado direito da margem do rio em relação ao por do sol Um outro detalhe observado e que gostam (mas não fazem disso uma constante, talvez devido o ambiente onde está o médium) é o de fazerem os seus médiuns trabalharem descalços e, quando Exus Veludos caminham, dão a impressão de que estão amassando e/ou pisando sobre areia.
Recebe oferendas de trabalho na beira da água, tanto doce como salgada.
Sua forma astral é na forma de um cavalheiro ricamente vestido, aparecendo entretanto como característica dissonante de sua personalidade.
Veste-se elegantemente de vermelho e preto, também com capa nessa cor.
Bebe todos os tipos de bebidas finas e fortes e fuma charutos de boa qualidade.
A origem do nome é bem antiga, do tempo em que as pessoas de fala mansa, calma, tranquila, eram lembradas como: "tal pessoa é um veludo no falar".
Portanto, a onomatopeia da voz desse Exu se confunde com uma qualidade de voz aveludada.
Onde incorpora um Exu Veludo, fatalmente incorpora também o Exu dos Rios, possuindo ambos identidade e apresentação quase idênticas Apesar de ser "um veludo" no falar, é uma entidade muito forte.
Protege por demais os seus médiuns, e exige muito deles para a manutenção dessa ligação médium/Exu Veludo.
Este Exu, vem das costas orientais da África, era swahili (negro arabizado).
Usa um turbante na cabeça, e lindos tecidos de veludo trazidos de oriente, que lhe valeram o apelido na Kimbanda de "veludo" .
Dado a sua forma luxuosa de se vestir, no estilo muçulmano, muitos que viram seu tipo de apresentação através da mediunidade, o confundiram com um cigano e o associaram com os mesmos.
Isto não significa que não trabalhe com os ciganos, ao contrário, tem inclusive uma passagem ou caminho que se apresenta como um.
Tem muitos conhecimentos sobre feitiços que se fazem utilizando panos,tigelas, agulhas, pembas e outros ingredientes.
Abre os caminhos e limpa trabalhos negativos feitos nos cemitérios.
Gosta de um bom whisky e grossos charutos.

Alguns de seus caminhos são:

Exu Veludo da Meia Noite
Exu Veludo Cigano
Exu Veludo 7 Encruzilhadas
Exu Veludo Menino (Veludinho)
Exu Veludo dos 7 Cruzeiros
Exu Veludo das Almas
Exu Veludo dos Infernos
Exu Veludo da Kalunga
Exu Veludo da Praia
Exu Veludo do Oriente
Exu Veludo Sigatana
Exu Veludo do Lixo
Laroiê !!!
Um Ponto
Exu Veludo


Exu veludo seu cabrito deu um berro
Arrebentou Cerca de arame, estourou portão de ferro
Comigo ninguém pode
Mas eu posso com tudo
Na minha encruzilhada
Eu me chamo Exu Veludo


Homenagem ao Exu Veludo

(Representando todos os Exus de Umbanda)
Meu amigo, meu enigma, minha curiosidade!
Por vezes estamos num diálogo amistoso de verdadeiras descobertas;
entretanto, um de nós é perdedor - eu.
Cavaleiro imperioso e requintado, te apresentas aos meus olhos,
alegre, forte, másculo, com sorriso franco, sarcástico e, por vezes,
com uma irônica maldade, rápida e sagaz.
Desvendas as misteriosas cortinas do mundo; és atuante em todas as
situações. Tiraz de mim a inércia, o desânimo, e fazes com que eu
veja o mundo, aqui deste lado da Terra, bem melhor.
Na presença de tua vibração, escuto as melodias tangerem até mesmo as
cordas do meu coração; dás-me a energia para a luta e envolves-me em
tua capa contra os perigosos inimigos. Com teu sabre, agilmente
cortas os empecilhos; com tua sabedoria, ceifas minha ingenuidade.
Saravá, Exu Veludo!
Espero ter ajudado a esclarecer quem é Exu Veludo.
Axé

Exú Mangueira




Sua apresentação é idêntica a de seu companheiro Marabô. Fala e escreve corretamente o francês. A única particularidade que possui é o fato de expelir odor de enxofre na sua incorporação. Aprecia bons vinhos e ótimos charutos. Esta entidade,  uma vez invocada, jamais aceita ordens terrenas e, para se retirar é necessário recorrer-se às entidades superiores que atendam o seu pedido.




sábado, 11 de agosto de 2012

Exú Tiriri



Exu Tiriri


Portugal, final do século dezenove. Passam das 23 horas quando Bartolomeu Custódio bate à porta de seu primo e é atendido pelo rapaz que, visivelmente, foi acordado pelas insistentes batidas.

 - Primo, preciso urgente de ti! 

- Fernando manda-o entrar deixando claro estar contrariado com a visita repentina em tão tardio horário.

 - Nem me fale Bartolomeu! São réis o que deseja. Não é?

 - O homem baixa a cabeça e responde num fio de voz: 

- Perdi mais de mil no carteado do Barão senão pagar ele ameaçou acabar com minha família.

- Mil? Estás louco? Não faz um mês que paguei sua divida de quinhentos e já vens aqui pedir-me mais de mil? Onde vais parar, ou melhor, aonde vou eu parar com tantos réis que se vão ladeira abaixo? Achas que por ter tido sorte na vida tenho que carregá-lo nas costas? A ti, tua família, teu maldito vicio?

- Bartolomeu ouve tudo sem levantar os olhos.

- Primo, só tenho a ti para recorrer. O que será de minha mulher e meus filhos? Juro-te que nunca mais jogarei um só conto em nada!

- O rapaz está descontrolado e replica aos gritos: 

- Já ouvi essa ladainha muitas vezes e não vou mais cair nessa conversa. Vá ao Barão e diga que não tem, não conseguiu, e ele que espere. Ainda ontem a pobre de tua mulher veio até aqui pedir-me comida. Crês nisso? Tive que dar comida a tua família. Enquanto tu espezinha-me com dívidas de jogatina. Olhe para ti! Estás em estado lamentável, além de cheirar a vinho à distância. Saia já de minha casa. 

- Dirige-se para a porta e a abre com violência. Bartolomeu levanta-se lentamente, de seus olhos caem lágrimas, é duro ter que ouvir tudo que está ouvindo, apesar de ser a mais pura verdade. Faz ainda uma última tentativa.

- Primo, pelos teus filhos, ajuda-me! Fernando continua parado à porta apontando a rua.

- Fora daqui, vagabundo! Nunca mais me apareça, porco imundo! Sem mais nada dizer o homem retira-se lentamente ouvindo o baque violento da porta atrás de si. Caminha tropegamente enquanto as lágrimas embaçam sua visão. Sabe que fez tudo errado. Sempre! Foi mulherengo, bêbado, viciado em jogos. Tem a exata noção do péssimo pai e marido que é. Seu primo tem toda a razão em humilhá-lo. Sem perceber, depois de muito caminhar, está sobre uma ponte. Talvez seja essa a única saída. Faz uma pequena prece e atira-se nas águas profundas do rio. 

O espírito de Bartolomeu Custódio durante anos perambulou por sendas escuras e tortuosas. Passado um longo tempo e depois de rever erros e acertos de vidas anteriores, foi amparado por mentores que o encaminharam para a labuta do resgate cármico. Hoje, trabalhador de nossos terreiros, é conhecido como o grande Exu Tiriri, elegante, educado e sempre com um profundo respeito para com seus consulentes, nem de longe lembra a triste figura apresentada neste texto. 


sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Maria Padilha




Maria Padilha é uma das principais entidades da umbanda e do candomblé traz consigo o dom do encantamento de amor é muito procurada pelas pessoas que sofre de paixões não correspondidas.

E suas oferendas são compostas geralmente de cigarros champanhe rosas vermelhas perfumes anéis e gargantilhas batom pentes espelho farofa feita com azeite de dendê suas obrigações são geralmente arriadas nas encruzilhadas de T aceita como sacrifício galinha vermelha, cabra e pata preta.

Mulheres que trabalham com esta entidade são geralmente belas bonitas atraentes e sensuais são dominadoras e de personalidade muito forte sabem amar como ninguém mas com a mesma facilidade sabem odiar seus parceiros amorosos.

Maria Padilha é protetora das prostitutas gosta do luxo e do sexo adora a lua mas odeia o sol suas roupas são geralmente vermelhas e pretas igualmente seus colares e sua coroa suas cantigas são muito alegres e cheias de magia e segredos. É mulher de sete exus, rainha dos cabarés e das encruzilhadas.


Podemos também ver MARIA PADILHA como aquela pessoa alegre que passa pelas ruas recolhendo toda a “sujeira”. Vem com brincadeiras e algazarras, mas faz um trabalho enorme em benefício da sociedade, que se diga de passagem é muito pouco reconhecido, mas ELA o exerce com presteza e determinação.

Assim como devemos ter um conceito mais respeitoso do ORIXÁ EXÚ, devemos também dedicar mais respeito ao trabalho de MARIA PADILHA. deixando de encará-la como uma mulher vulgar e da vida, que só vêm “para arranjar casamento” ou o que é pior, para desfazer casamentos... Isto é uma coisa absurda e vulgar... O trabalho de MARIA PADILHA é sério.

É também um trabalho de descarrego, de limpeza, de união entre as pessoas. De abertura dos caminhos da vida, seja do ponto de vista material, mental ou espiritual.

MARIA PADILHA é considerada a qualidade feminina de Exu. Na tradição dos candomblés de origem predominantemente Yorubá MARIA PADILHA faz parte do panteão de entidades que trabalham na “esquerda”, isto é, que podem ser invocadas para “trabalhar para o bem ou para o mal”, em contraste com aquelas entidades da “direita”, que só seriam invocadas em nome do “bem”. 
Temos de entender que no alto Candomblé não é feita distinção entre o “bem” e o “mal”, no sentido judaico-cristão, e sim na relação do “ORIXÁ” e o “homem”. 

O culto à Maria Padilha, como entidade dotada de identidade própria, não é o mesmo culto dado a um ORIXÁ, mas é cultuada como um ser do mundo astral, guerreira e inteligente demais, que realiza diversos trabalhos e está sempre pronta a ajudar as pessoas a vencerem vários obstáculos da vida, a conseguir a felicidade no amor, vencer problemas de saúde de desarmonia conjugal e está muito próxima da nossa esfera humana.


A sua força é guerreira, a sua vibração magnética é carregada de sensualidade e alegria, Uma coisa é muito certa, todo e qualquer problema que colocamos nas mãos de qualquer uma delas tem solução.

O importante ao invocá-la é lembrar sempre que, é uma entidade complexa, de personalidade forte, e que nunca perdoa uma falta de palavra dada. O importante também é não invocá-la para trazer prejuízo a outrem, porque ela o fará com certeza, mas a dívida kármica adquirida ficará por conta de quem pediu. 

Quanto ao seu aspecto sensual, faz parte de sua polaridade, não querendo significar com isso depravação ou perversão. 
Por isso devemos respeitar ao máximo o trabalho de Maria Padilha, levando-o muito à sério e JAMAIS o desrespeitando .
Estamos reconhecendo seu poder e ao mesmo tempo estamos pedindo “àquele(a) que vive a noite, que nos livre das emboscada

Ponto de Maria Padilha


Uma rosa cor de sangue senti-la em suas mãos
Um sorriso que nas sombras não diz nem sim, nem não
Poe na boca a cigarrilha no mais inocente olhar de quem quiser amar.
De vermelho e negro vestido na noite um mistério traz,
De colar de perolas brincos dourados a promessa faz,
Se é preciso ir você pode ir, peça o que quiser,
Mas cuidado amigo ela é bonita, ela é mulher.
E no canto da rua oi zombando,oi zombando, oi zombando está. 2x
Ela moça bonita girando oi girando lá oiê, oi girando lá oiê . 2x

As moças, chamadas assim de forma carinhosa por todos nós os filhos de Umbanda, se manifestam nas Giras de Exú; pois são elas a companheiras dos compadres (Exús masculinos).
Gostam de dançar, na maioria das vezes usam roupas coloridas, extravagantes, em tons de vermelho e preto, fumam cigarros longos ou cigarrilhas, finas; sua bebida favorita é o champagne, gostam de taças exageradamente lindas, algumas gostam de usar rosa vermelha no cabelo, são vaidosas, autoritárias, sensuais e ligadas as questões do amor.
Suas gargalhadas inconfundíveis, misturada com sua conversa direcionada e envolvente, são muito parecidos com nós humanos encarnados.
Resolvem os assuntos mais urgentes, são infalíveis e resolutíveis...
Buscam a evolução, trabalhando na prática do bem.
Não costumam prejudicar ninguém!
Mas não deixam barato as ofensas recebidas; por este motivo, devemos tomar cuidado com a forma de tratá-las...
Muitas vezes irônicas, mas muto divertidas...
Quando nervosas ou bravas, ficam incontroláveis...
Ter uma Pomba Gira como amiga, é ter proteção garantida!!!!! 


O maior segredo para pedir e obter o que pedir para Maria Padilha, está na fé nela e no respeito por ela.


ORAÇÃO A MARIA PADILHA


São 12 horas em ponto e o sino já bateu. Sei que nesta hora, pela força do vento a poeira vai subir, e com ela também subirá todo o mal que estiver no meu corpo, no meu caminho e na minha casa. Tudo se afastará da minha vida. É com a força e Axé de Maria Padilha que meus caminhos, a partir deste momento, em que os ponteiros se separam, estarão livres de todos os males materiais e espirituais, pois a luz que clareia o caminho de Maria Padilha também há-de clarear os meus caminhos, para isso estarei sempre na posse desta oração.




Muitas vezes a opinião de alguém sobre nós tem um peso decisivo, então vale à pena analizarmos o porquê? 

Desde muito cedo somos dirigidos e avaliados dentro de um certo critério. Nossos pais, nossa família, escola e amigos são em geral um universo homogêneo, dentro das possibilidades. Somos criados de acordo com certas normas, que transgredimos dentro do que possa ser aceitável e, portanto, continuamos dentro dos padrões “normais”. O que acontece é que vivemos em um mundo de conceitos e acreditamos totalmente neles e nos submetemos a eles como verdades absolutas. Queremos uma convivência social e para isso nos submetemos a regras e convenções aceitáveis. Aprendemos desde cedo, por exemplo, que a água é líquida e que o gelo é sólido. Porém eles “estão” neste estado temporário, porque na verdade a origem dos dois é líquida e se resolvermos nos aprofundar um pouco mais, vamos perceber que líquidos e sólidos não representam verdade em si, mas conceito. Sólido ou líquido, são palavras que fazem com que nossa memória crie uma imagem e que através dessa imagem possamos compreender o conceito. 


Complicado? 

Criamos uma centena de valores, inclusive para avaliar pessoas e comportamentos, mas esses valores variam de pessoa a pessoa, porque são construídos em cima de um conceito pessoal. Aquilo que é uma verdade absoluta, é para todos, o além disso é ponto de vista.

Quando não estou muito seguro ou simplesmente preciso afirmar um posicionamento meu, vou buscar pela opinião amiga que vai reforçar minha auto-estima. Esse amigo por sua vez ao reforçar minha auto-estima reforça a sua já que passa a ter a condição de formador de opinião importante em meu universo e se seu caráter for bom vai fazer bom uso disso, se não vai se tornar manipulador.

A opinião dos outros em geral tem tanto impacto sobre nós porque somos nós que damos a ela essa importância. Somos nós que subliminarmente estamos dizendo ao outro: me derrube ou me levante. Quando na verdade uma opinião deveria quando muito nos centrar um pouco mais, nos fazer refletir e não reagir. Como muitos de nós mantêm suas opiniões como absolutos tesouros, outros de nós observam isso como uma opinião formada pela solidez do conhecimento e da experiência. Mas nem sempre é assim e leva algum tempo até que percebamos isso. Assim como leva algum tempo para percebermos que nossas opiniões sobre os outros não são exatamente sobre eles, mas sobre nós mesmos. Sobre nossa capacidade de tolerância, nossa flexibilidade, nossa maneira de observar ou criticar, o que pode ser uma forma de exercer amor ou poder, podemos sempre escolher.

Nosso universo e aqueles que nos rodeiam serão nossa escolha exatamente à partir de nossas opiniões. Amigos e inimigos se reunirão em torno dela, portanto é sempre bom que possamos ter a opção a nosso alcance e observar de que maneira influenciamos ou nos deixamos influenciar.

Você pode estar se perguntando agora o que esse texto acima tem a ver com Pomba-gira ou com a maria Padilha?

Na realidade nada e ao mesmo tempo tudo a ver.
Muitas vezes ouvimos um série de barbaridades e besteiras sobre "Pomba-giras" e muitas vezes nem as conhecemos mas por que ouvimos de quem conhecemos acabamos por acreditar.
Ao contrario que se diz as pombas giras não são "Mulheres da Vida", As pombas-giras não saem por ai separando casais.
Destruindo lares como foi criado no imaginário popular, as pombas giras são entidades de muita força, muita Luz, protegem as "mulheres da vida".
São super protetoras, ajudam a reconquistar a pessoa amada, unem casais, quebram demandas.
Gostam de Beber, de fumar, de cantar e dançar.
Foram Damas e continuam a ajudar a todos que a elas recorrem com fé.
A nossa sugestão é antes de tirar conclusões baseadas em conceitos de alguém que ouviu falar isso ou aquilo de pomba-gira, conheça e tire suas próprias conclusões.

Atenciosamente.

Lila Menezes

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Exú Capa Preta das Almas



Musifin ou Exu da Capa Preta, se trata de uma entidade que quando vida teve viveu com o titulo de Conde em uma época remota, mais antiga do que a própria antiguidade, algumas pesquisas relatam que pode ser encontrado parte da biografia desta entidade em uma antiga colônia, hoje denominada Pensilvânia.

Foi um Bruxo com profundos conhecimentos sobre os mistérios da Magia negra, da Alquimia, da quimbanda e dos poderes dos feitiços praticados com os elementos através da magologia.
Conseguiu transpassar a barreira do tempo de sua própria existência através da prática da Magia e hoje incorpora em um médio para dar consultas e resolver problemas espirituais utilizando o seu conhecimento milenar, sua magia e seu poder de Exu.

Quem recorre a esta poderosa entidade, para solucionar os seus problemas, seja ele de ordem física ou espiritual, jamais vivera em vão.

Exú Capa Preta esta na hierarquia cabalística como Décimo sétimo comandado de exú calunga.
Seu poder esta nas encruzilhadas e também no cemitérios, alem de realizar trabalhos dentro de seu circulo cabalístico nos terreiros de Kimbanda nos quais ele predomina, tem como curiador o marafo e todas as bebidas destiladas.

Recebe também oferendas de padê (Farofas), carne de porco, ejé, Pimenta e etc...
Ao realizar seus trabalhos se transforma num bruxo poderoso em volta da sua capa, fazendo evocações não à problemas que ele não possa solucionar.


Tata Mulambo


Dona Sete Kalungas


domingo, 5 de agosto de 2012

Ervas de Exú


Ervas de Exú

Amendoeira: Seus galhos são usados nos locais em que o homem exerce suas atividades lucrativas. Na medicina caseira, seus frutos são comestíveis, porém em grande quantidades causam diarréia de sangue. Das sementes fabrica-se o óleo de amêndoas, muito usado para fazer sabonetes por ter efeitos emolientes, além de amaciar a pele.


Amoreira: Planta que armazena fluidos negativos e os solta ao entardecer; é usada pelos sacerdotes no culto a Eguns. Na medicina caseira, é usada para debelar as inflamações da boca e garganta.


Angelim-amargoso: Muito usado em marcenaria, por tratar-se de madeira de lei. Nos rituais, suas folhas e flores são utilizadas nos abô dos filhos de Nanã, e as cascas são utilizadas em banhos fortes com a finalidade de destruir os fluidos negativos que possam haver, realizando um excelente descarrego nos filhos de Exu. A medicina caseira indica o pó de suas sementes contra vermes. Mas cuidado! Deve ser usada em doses pequenas.


Aroeira: Nos terreiros de Candomblé este vegetal pertence a Exu e tem aplicação nas obrigações de cabeça, nos sacudimentos, nos banhos fortes de descarrego e nas purificações de pedras. É usada como adstringente na medicina caseira, apressa a cura de feridas e úlceras, e resolve casos de inflamações do aparelho genital. Também é de grande eficácia nas lavagens genitais.


Arrebenta Cavalo : No uso ritualístico esta erva é empregada em banhos fortes do pescoço para baixo, em hora aberta. É também usado em magias para atrair simpatia. Não é usada na medicina caseira.


Arruda: Planta aromática usada nos rituais porque Exu a indica contra maus fluidos e olho-grande. Suas folhas miúdas são aplicadas nos ebori, banhos de limpeza ou descarrego, o que é fácil de perceber, pois se o ambiente estiver realmente carregado a arruda morre. Ela é também usada como amuleto para proteger do mau-olhado. Seu uso restringe-se à Umbanda. Em seu uso caseiro é aplicada contra a verminose e reumatismos, além de seu sumo curar feridas.  


Avelós – Figueira-do-diabo: Seu uso se restringe a purificação das pedras do orixá antes de serem levadas ao assentamento; é usada socada. A medicina caseira indica esta erva para combater úlceras e resolver tumores.


Azevinho: Muito utilizada na magia branca ou negra, ela é empregada nos pactos com entidades. Não é usada na medicina popular.


Bardana: Aplicada nos banhos fortes, para livrar o sacerdote das ondas negativas e eguns. O povo utiliza sua raiz cozida no tratamento de sarnas, tumores e doenças venéreas.


Beladona : Nas cerimônias litúrgicas só tem emprego nos sacudimentos domiciliares ou de locais onde o homem exerça atividades lucrativas. Trabalhos feitos com os galhos desta planta também provocam grande poder de atração. Pouco usada pelo povo devido ao alto princípio ativo que nela existe. Este princípio dilata a pupila e diminui as secreções sudorais, salivares, pancreáticas e lácteas.


Beldroega: Usada na purificação das pedras de Exu. O povo utiliza suas folhas, socadas, para apressar cicatrizações de feridas.


Brinco-de-princesa: É planta sagrada de Exu. Seu uso se restringe a banhos fortes para proteger os filhos deste orixá. Não possui uso popular.


Cabeça-de-nego: No ritual a rama é empregada nos banhos de limpeza e o bulbo nos banhos fortes de descarrego. Esta batata combate reumatismo, menstruações difíceis, flores brancas e inflamações vaginais e uterinas.


Cajueiro: Suas folhas são utilizadas pelo axogun para o sacrifício ritual de animais quadrúpedes. Em seu uso caseiro, ele combate corrimentos e flores brancas. Põe fim a diabetes. Cozinhar as cascas em um litro e meio de água por cinco minutos e depois fazer gargarejos, põe fim ao mau hálito.


Cana-de-açúcar: Suas folhas secas e bagaços são usadas em defumações para purificar o ambiente antes dos trabalhos ritualísticos, pois essa defumação destrói eguns. Não possui uso na medicina caseira.


Cardo-santo: Essa planta afugenta os males, propicia o aparecimento do perdido e faz cair os vermes do corpo dos animais. Na medicina caseira suas folhas são empregadas em oftalmias crônicas, enquanto as raízes e hastes são empregadas contra inflamações da bexiga.


Catingueira: É muito empregada nos banhos de descarrego. Seu sumo serve para fazer a purificação das pedras. Entretanto, não deve fazer parte do axé de Exu onde se depositam pequenos pedaços dos axé das aves ou bichos de quatro patas. Na medicina caseira ela é indicada para menstruações difíceis.


Cebola-cencém: Essa cebola é de Exu e nos rituais seu bulbo é usado para os sacudimentos domiciliares. É empregada da seguinte maneira : corta-se a cebola em pedaços miúdos e, sob os cânticos de Exu, espalha-se pelos cantos dos cômodos e embaixo dos móveis; a seguir, entoe o canto de Ogum e despache para Exu. Este trabalho auxilia na descoberta de falsidades e objetos perdidos. O povo utiliza suas folhas cozidas como emoliente.


Cunanã: Seu uso restringe-se aos banhos de descarrego e limpeza. Substituiu em parte, os sacrifícios a Exu. A medicina caseira indica os galhos novos desta planta para curar úlceras.


Erva-preá: Empregada nos banhos de limpeza, descarrego, sacudimentos pessoais e domiciliares. O povo usa o chá desta erva como aromatizante e excitante. Banhos quentes deste chá melhoram as dores nas articulações, causadas pelo artritismo.


Facheiro-Preto: Aplicada somente nos banhos fortes de limpeza e descarrego. Na medicina caseira, ela é utilizada nas afecções renais e nas diarreias.


Fedegoso Crista-de-galo: Esta erva é utilizada em banhos fortes, de descarrego, pois é eficaz na destruição de Eguns e causadores de enfermidades e doenças. Seus galhos envolvem os ebó de defesa. Com flores e sementes desta planta é feito um pó, o qual é aplicado sobre as pessoas e em locais; é denominado “o pó que faz bem”. Na medicina caseira atua com excelente regulador feminino. Além de agir com grande eficácia sobre erisipelas e males do fígado. É usada pelo povo, fazendo o chá com toda erva e bebendo a cada duas horas uma xícara.


Fedegoso: Misturada a outras ervas pertencentes a Exu, o fedegoso realiza os sacudimentos domiciliares. É de grande utilidade para limpar o solo onde foram riscados os pontos de Exu e locais de despacho pertencentes ao deus da liberdade.


Figo Benjamim: Erva usada na purificação de pedras ou ferramentas e na preparação do fetiche de Exu. É empregada também em banhos fortes nas pessoas obsediadas. No uso popular, suas folhas são cozidas para tratar feridas rebeldes e debelar o reumatismo.


Figo do Inferno: Somente as folhas pertencentes a este vegetal são de Exu. Na liturgia, ela é o ponto de concentração de Exu. Não possui uso na medicina popular.


Folha da Fortuna: É empregada em todas as obrigações de cabeça, em banhos de limpeza ou descarrego e nos abôs de quaisquer filhos-de-santo. Na medicina caseira é consagrada por sua eficácia, curando cortes, acelerando a cura nas cicatrizações, contusões e escoriações, usando as folhas socadas sobre os ferimentos. O suco desta erva, puro ou misturado ao leite, ameniza as conseqüências de tombos e quedas.


Juá – Juazeiro: É usada para complementar banhos fortes e raramente está incluída nos banhos de limpeza e descarrego. Seus galhos são usados para cobrir o ebó de defesa. A medicina caseira a indica nas doenças do peito, nos ferimentos e contusões, aplicando as cascas, por natureza, amargas.


Jurema Preta: Tanto na Umbanda quanto no Candomblé, a Jurema Preta é usada nos banhos de descarrego e nos ebó de defesa. O povo a indica no combate a úlceras e cancros, usando o chá das cascas.


Jurubeba: Utilizada em banhos preparatórios de filhos recolhidos ao ariaxé. Na medicina caseira, o chá de suas folhas e frutos propiciam um melhor funcionamento do baço e fígado. É poderoso desobstruente e tônico, além de prevenir e debelar hepatites. Banhos de assentos mornos com essa erva propiciam melhores às articulações das pernas.


Lanterna Chinesa: Utilizada em banhos fortes para descarregar os filhos atacados por eguns. Suas flores enfeitam a casa de Exu. Popularmente, é usada como adstringente e a infusão das flores é indicada para inflamação dos olhos.


Laranjeira do Mato: Seu uso se restringe a banhos fortes, de limpeza e descarrego. Na medicina caseira ela atua com grande eficácia sobre as cólicas abdominais e também menstruais.


Mamão Bravo: Planta utilizada nos banhos de limpeza, descarrego e nos banhos fortes. Além de ser muito empregada nos ebó de defesa, sendo substituída de três em três dias, porque o orixá exige que a erva esteja sempre nova. O povo a utiliza para curar feridas.


Maminha de Porca: Somente seus galhos são usados no ritual e em sacudimentos domiciliares. O povo a indica como restaurador orgânico e tonificador do organismo. Sua casca cozida tem grande eficácia sobre as mordeduras de cobra.


Mamona: Suas folhas servem como recipiente para arriar o ebó de Exu. Suas sementes socadas vão servir para purificar o otá de Exu. Não tem uso na medicina popular.


Mangue Cebola: No ritual, a cebola é usada nos sacudimentos domiciliares. Corte a cebola em pedaços miúdos e, entoando em voz alta o canto de Exu, a espalhe pela casa, nos cantos e sob os móveis. Na medicina caseira, a cebola do mangue esmagada cura feridas rebeldes.


Mangueira: É aplicada nos banhos fortes e nas obrigações de ori, misturada com aroeira, pinhão-roxo, cajueiro e vassourinha-de-relógio, do pescoço para baixo. Ao terminar, vista uma roupa limpa. As folhas servem para cobrir o terreiro em dias de abaçá. Na medicina caseira é indicada para debelar diarréias rebeldes e asma. O cozimento das folhas, em lavagens vaginais, põe fim ao corrimento.


Manjerioba: Utilizada nos banhos fortes, nos descarregos, nas limpezas pessoais e domiciliares e nos sacudimentos pessoais, sempre do pescoço para baixo. O povo a indica como regulador menstrual, beneficiando os órgãos genitais. Utiliza-se o chá em cozimento.


Maria Mole: Aplicada nos banhos de limpeza e descarrego, muito procurada para sacudimentos domiciliares. O povo a indica em cozimento nas dispepsias e como excelente adstringente.


Mata Cabras: Muito utilizado para afugentar eguns e destruir larvas astrais. As pessoas que a usam não devem tocá-la sem cobrir as mãos com pano ou papel, para depois despachá-la na encruzilhada. O povo indica o cozimento de suas folhas e caules para tirar dores dos pés e pernas, com banho morno.


Mata Pasto: Seus galhos são muito utilizados nos banhos de limpeza, descarrego, nos sacudimentos pessoais e domiciliares. O povo a indica contra febres malignas e incômodos digestivos.


Mussambê de Cinco Folhas: Obs.: Sejam eles de sete, cinco, ou três folhas, todos possuem o mesmo efeito, tanto nos trabalhos rituais, quanto na medicina caseira. Esta erva é utilizada por seus efeitos positivos e por serem bem aceitas por Exu no ritual de boas vindas. Na medicina caseira é excelente para curar feridas.


Ora-pro-nobis: É erva integrante do banho forte. Usada nos banhos de descarrego e limpeza. É destruidora de eguns e larvas negativas, além de entrar nos assentamentos dos mensageiros Exus. No uso caseiro, suas folhas atuam como emolientes.


Palmeira Africana: Suas folhas são aplicadas nos banhos de descarrego ou de limpeza. Não possui uso na medicina caseira.


Pau D’alho: Os galhos dessa erva são utilizados nos sacudimentos domiciliares e em banhos fortes, feitos nas encruzilhadas, misturadas com aroeira, pinhão branco ou roxo. Na encruzilhada em que tomar o banho, arrie um mi-ami-ami, oferecido a Exu, de preferência em uma encruzilhada tranqüila. Na medicina caseira ela é usada para exterminar abscessos e tumores. Usa-se socando bem as folhas e colocando-as sobre os tumores. O cozimento de suas folhas, em banhos quentes e demorados, é excelente para o reumatismo e hemorroidas.


Picão da Praia: Não possui uso ritualístico. A medicina caseira o indica como diurético e de grande eficácia nos males da bexiga. Para isso utilize-o sob a forma de chá.


Pimenta Darda: “Aplicada em banhos fortes e nos assentamentos de Exu. Na medicina caseira, suas sementes em infusão são anti-helmínticas, destruindo até ameba.


Pinhão Branco: Aplicada em banhos fortes misturadas com aroeira. Esta planta possui o grande valor de quebrar encantos e em algumas ocasiões substitui o sacrifício de Exu. Suas sementes são usadas pelo povo como purgativo. O leite encontrado por dentro dos galhos é de grande eficácia colocado sobre a erisipela. Porém, deve-se Ter cuidado, pois esse leite contém uma terrível nódoa que inutiliza as roupas.


Pinhão Coral: Erva integrante nos banhos fortes e usadas nos de limpeza e descarrego e nos ebó de defesa. Na medicina caseira o pinhão coral trata feridas rebeldes e úlceras malignas.


Pinhão Roxo: No ritual tem as mesmas aplicações descritas para o pinhão branco. É poderoso nos banhos de limpeza e descarrego, e também nos sacudimentos domiciliares, usando-se os galhos. Não possui uso na medicina popular.


Pixirica – Tapixirica: No ritual faz parte do axé de Exu e Egun. Dela se faz um excelente pó de mudança que propicia a solução de problemas. O pó feito de suas folhas é usado na magia maléfica. Na medicina caseira ela é indicada para as palpitações do coração, para a melhoria do aparelho genital feminino e nas doenças das vias urinárias.


Quixambeira: É aplicada em banhos de descarrego e limpeza para a destruição de eguns e ao pé desta planta são arriadas obrigações a Exu e a Egun. Na medicina caseira, com suas cascas em cozimento, atua como energético adstringente. Lavando as feridas, ela apressa a cicatrização.


Tajujá – Tayuya: É usada em banhos fortes, de limpeza ou descarrego. A rama do tajujá é utilizada para circundar o ebó de defesa. O povo a indica como forte purgativo.


Tamiaranga: É destinada aos banhos fortes, banhos de descarrego e limpeza. É usada nos ebó de defesa. O povo a indica para tratar úlceras e feridas malignas.


Tintureira: Utilizada nos banhos fortes, de limpeza ou descarrego. Bem próximo ao seu tronco são arriadas as obrigações destinadas a Exu. O povo utiliza o cozimento de suas folhas como um energético desinflamatório.


Tiririca: Esta plantinha de escasso crescimento apresenta umas pequeninas batatas aromáticas. Estas são levadas ao fogo e, em seguida, reduzida a pó, o qual funciona como pó de mudança no ritual. Serve para desocupar casas e, colocadas embaixo da língua, desodoriza o hálito e afasta eguns.


Urtiga Branca: É empregada nos banhos fortes, nos de descarrego e limpeza e nos ebó de defesa. Faz parte nos assentamentos. O povo a indica contra as hemorragias pulmonares e brônquicas.


Urtiga Vermelha: Participa em quase todas as preparações do ritual, pois entra nos banhos fortes, de descarrego e limpeza. É axé dos assentamentos de Exu e utilizada nos ebó de defesa. Esta planta socada e reduzida a pó, produz um pó benfazejo. O povo indica o cozimento das raízes e folhas em chá como diurético.


Vassourinha de Botão: Muito empregada nos sacudimentos pessoais e domiciliares. Não possui uso na medicina popular.


Vassourinha de Relógio: Ela somente participa nos sacudimentos domiciliares. Não possui uso na medicina caseira.


Xiquexique: Participa nos banhos fortes, de limpeza ou descarrego. São axé nos assentamentos de Exu e circundam os ebó de defesa. O povo indica esta erva para os males dos rins.